Zelensky foi ao palco do mundo perguntar a toda a gente: "O vosso país sobreviveria assim?"
“Vai acontecer, eu creio, mais rápido do que pensam”. E o que vai acontecer? O fim da guerra da Ucrânia. E quem o disse? O presidente dos Estados Unidos, o mesmo que tinha traçado um prazo de 24 horas para acabar o conflito. Entretanto passaram-se mais 14.662 horas e nada parece estar mais perto de acabar, nem mesmo depois da reunião que juntou Donald Trump com o presidente da Ucrânia em Nova Iorque.
Foi já depois dessa conversa que Volodymyr Zelensky discursou perante uma Assembleia Geral das Nações Unidas onde se falou, e muito, de guerra. De guerras, na verdade.
Depois de voltar a ouvir Donald Trump pedir-lhe que pare os ataques às infraestruturas energéticas da Ucrânia, Volodymyr Zelensky quis deixar claro para a audiência de Nova Iorque que à Rússia - e em particular ao seu presidente, Vladimir Putin - nem uma vitória parcial será suficiente.
O presidente da Ucrânia avisou novamente que o Kremlin não se vai contentar com a conquista de Donetsk, o que completaria a tomada de todo o Donbass, já que Lugansk há muito que está quase totalmente tomado pela Rússia.
“A Rússia já usou mais de 2.100 mísseis contra nós. Mais de 950 deles eram mísseis balísticos”, exemplificou Volodymyr Zelensky, lembrando que a isso se juntam os Shahed modificados, drones que já funcionam como autênticos mísseis, e que chegam à Ucrânia “a toda a hora”. “Estamos a lutar 24 sobre 7.”
Isto serve, referiu o presidente da Ucrânia, para “tornar a vida árdua para a economia e para interferir com as nossas vidas”. Algo que acontece na escola, por exemplo, e que leva à pergunta que Volodymyr Zelensky fez ao auditório: “O vosso país sobreviveria a algo assim?”
“A Ucrânia não escolheu esta guerra”, pontuou, justificando os ataques às infraestruturas energéticas como retaliação, já que a Rússia faz o mesmo, e até há bem mais tempo.
“Os ucranianos percebem que este inverno pode ser muito difícil para nós. Em resposta não temos outra escolha a não ser tornar isto difícil para a Rússia também”, acrescentou, sendo que “as fontes de receita” do inimigo têm de “continuar um alvo” para que isso aconteça.
“Quando alguém dá dinheiro à Rússia através de dinheiro, eles dão mais tempo a esta guerra. É precisamente por isso que insistimos em limitar o comércio do agressor e é por isso que estamos a queimar os recursos da Rússia por nós mesmos”, exemplificou.
Por agora, concluiu, a “loucura” da Rússia exige uma ação global para que a paz seja assegurada. "Por favor, todos os que estão aqui presentes, não sejam os últimos a juntar-se aos que defendem a vida. Sejam os primeiros a dizer 'garantimos a segurança'. Agradecemos a todos os que ajudam e a todos os que estão connosco - com o nosso povo, com as nossas crianças."
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.