EUA voltam a negar visto a Presidente da Autoridade Palestiniana
"Devido à incapacidade em levar a cabo reformas, contrariamente aos compromissos assumidos perante os Estados Unidos, e às atividades persistentes que comprometem as perspetivas de paz, os EUA vão prolongar as sanções que proíbem a concessão de vistos a membros da OLP e a responsáveis da Autoridade Palestiniana", indicou o Departamento de Estado em comunicado.
Uma fonte não identificada confirmou à agência France-Presse que Abbas está abrangido pela medida. Já no ano passado, a administração Trump tinha tomado idêntica decisão, obrigando o dirigente palestiniano, habitual participante na Assembleia Geral, a intervir por videoconferência.
Washington acusa Abbas de ter "falhado nos compromissos em favor da paz no Médio Oriente", apontando "ações que minam" e que visam "internacionalizar o conflito israelo‑palestiniano, nomeadamente através do Tribunal Penal Internacional (TPI) e do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ)".
Os EUA criticam ainda a Autoridade Palestiniana por "procurar contornar negociações através de reconhecimento unilateral" e por continuar a pagar subsídios a "terroristas" e glorificar atos de terrorismo em declarações públicas e manuais escolares.
A posição norte‑americana contrasta com a de vários países, incluindo a França, que reconheceram no ano passado na ONU a existência de um Estado da Palestina. No total, 142 Estados membros apoiaram essa decisão, na sequência de uma conferência sobre a solução de dois Estados copresidida por França e Arábia Saudita.
A decisão surge num contexto de agravamento da violência na Cisjordânia, onde ataques de colonos israelitas contra palestinianos se multiplicaram nos últimos meses.
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