Farmácias recuperam acesso a receitas após falha informática no SNS
O s constrangimentos informáticos no SNS também condicionaram o acesso às prescrições nas farmácias, mas a situação estava praticamente resolvida cerca das 16:00, disse à Lusa a presidente da Associação Farmácias de Portugal (AFP).
Em declarações à Lusa, Marisa Inácio afirmou que continuava em contacto com as farmácias para acompanhar a reposição dos serviços, depois de, durante o dia, terem sido reportadas dificuldades no acesso às prescrições e a outras funcionalidades associadas ao número de utente, nomeadamente ao boletim de vacinas.
Por volta das 14:00, algumas farmácias já conseguiam aceder ao boletim de vacinas, incluindo as que estavam a administrar vacinas, embora persistissem limitações e falhas momentâneas.
Quanto às prescrições, continuavam a registar-se constrangimentos, levando a AFP a emitir um comunicado dirigido às farmácias, com orientações sobre a resposta a dar aos utentes, disse a responsável.
Segundo Marisa Inácio, a medicação crónica estava salvaguardada, apontando como principais dificuldades a dispensa de medicamentos novos ou os casos em que não era possível consultar a prescrição completa, nomeadamente antibióticos prescritos em hospitais ou centros de saúde.
Também a Associação Nacional de Farmácias (ANF) recebeu, perto das 16:00, indicação de que a situação estaria resolvida, depois de ter começado a receber relatos de dificuldades no acesso às prescrições a partir das 10:30, disse à Lusa Ema Paulino, presidente da associação.
Ema Paulino explicou que o acesso à base de dados das prescrições é necessário para identificar os medicamentos com linhas de prescrição ativa, proceder à dispensa eletrónica e registar essa dispensa.
Em situações de emergência, quando os utentes precisam dos medicamentos, as farmácias dispõem de procedimentos que permitem fazer a dispensa e regularizar posteriormente a situação, explicou.
A presidente da ANF sublinhou, contudo, que as dificuldades de acesso à informação central representam um constrangimento para a atividade das farmácias.
Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) atribuíram os constrangimentos a um problema no seu 'data center', identificado durante a manhã. Pelas 12:00, já tinham sido repostos alguns sistemas informáticos de apoio aos centros de saúde e hospitais.
"O problema foi identificado de imediato e as equipas técnicas estão a trabalhar para a rápida reposição de serviços e sistemas de apoio ao SNS", sublinharam.
A falha no sistema informático foi denunciada à Lusa pela Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que alertou para a indisponibilidade da Prescrição Eletrónica Médica (PEM) e do Registo de Saúde Eletrónico (RSE) em várias unidades locais de saúde (ULS).
Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá, afirmou que os médicos estavam impossibilitados de passar receitas e de consultar os processos eletrónicos dos doentes.
"Isto limita o nosso ato médico, é uma insegurança nas consultas que estamos a fazer, além de atrasar todo o nosso trabalho", disse a dirigente sindical, que lamentou que os utentes sejam os mais prejudicados, sobretudo os que tinham hoje consulta num centro de saúde ou num hospital.
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