Burnout Digital: Qual o impacto da conectividade permanente fora do horário de trabalho?
O impacto da ligação digital diária, 24h, 7 dias por semana, é real.
A hiperconectividade está ao alcance de qualquer um, com um telemóvel à mão, com acesso ao email e às redes sociais.
No contexto clínico, os pedidos de ajuda vêm emoldurados pelos termos “stress”, “ansiedade”, “depressão” e contemplam queixas sobre a necessidade de estar sempre conectado ao lado profissional.
Há uma desregulação entre o que é o investimento no próprio, nas relações e na profissão.
O investimento no trabalho passa a ser o mais prevalente, e de forma continua.
Ficam de lado o auto-cuidado e a partilha relacional.
A investigação tem assinalado o burnout digital como um dos factores relacionado com piores indicadores de saúde mental.
É importante considerar que o contacto com a tecnologia pode causar stress associado à: tecnosobrecarga, uma vez que o ecrã pode obrigar a trabalhar mais depressa ou durante mais tempo, e à tecnoinvasão, pois o trabalho pode invadir a vida privada através de mensagens, emails e notificações.
A sobrecarga e a invasão digital constante têm impacto no bem-estar psicológico.
Podem existir alterações no sono, cansaço, procrastinação, falta de satisfação e motivação, problemas físicos, conflitos entre a vida pessoal e relacional, entre outras alterações.
O equilíbrio não passa só pela gestão do tempo de ecrã.
Não será só desligar e não responder.
Pode existir a expectativa de disponibilidade para responder.
E, isso funciona como uma pressão externa, que pode ser um gatilho no período de descanso – “está ali um e-mail, uma mensagem… deveria responder”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.