Irmãos portugueses entre os três desaparecidos no Nepal
D ois dos três portugueses que estão desaparecidos na sequência das inundações relâmpago no Nepal são irmãos . Trata-se de um homem e de uma mulher.
A informação foi avançada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, à RTP e confirmada junto do mesmo pelo Notícias ao Minuto. "São dois irmãos. Um vive na Austrália e a mulher em Portugal" , esclareceu, confirmando que a informação chegou através de uma amiga de ambos que vive também na Austrália.
Questionado pelo Notícias ao Minuto sobre se o Governo português espera mais notícia de portugueses desaparecidos nos próximos dias - dada a gravidade da tragédia e as dificuldades nas comunicações -, o governante referiu que "existe essa possibilidade", mas que essa é uma situação, neste momento, "puramente especulativa".
O Notícias ao Minuto interrogou ainda se estavam a ser efetuados alguns esforços, por parte do Governo português, para o regresso do cidadão português que foi hoje localizado vivo . O governante explicou que não, dado que este português "não reside em Portugal, reside em França".
O português localizado, que estava entre os quatro desaparecidos contabilizados até esta manhã, está "bem de saúde e em segurança". Este homem estava esta tarde "na fronteira com o Tibete, mas aparentemente longe do sucedido" , tal como explicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Para além dos irmãos, há ainda uma portuguesa desaparecida.
Recorde-se que um forte fluxo de água, lama e detritos desceu a grande velocidade na manhã de quarta-feira de ambos os lados da fronteira montanhosa do Nepal e do Tibete, território chinês.
No Nepal, a vaga atingiu as localidades situadas no vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, a norte de Katmandu, e no vale do Bhotekoshi, a leste da capital.
Num primeiro momento, as autoridades chinesas falaram de um deslizamento de terras, e as nepalesas de inundações.
Já de acordo com o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS), a enxurrada pode ter sido causada pelo colapso de um glaciar, com uma violência tal que terá provocado um sismo de magnitude 5,2 e numerosos deslizamentos de terras.
O colapso do glaciar foi de uma violência tal que foi registado por erro como um evento sísmico de magnitude 5,2, ocorrido às 8h37 locais (03h52 em Lisboa).
O balanço mais recente indica que pelo menos 392 pessoas morreram e cerca de 1.400 estão dadas como desaparecidas, números que desde quarta-feira têm vindo sempre a aumentar.
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