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Desafios e oportunidades ESG no financiamento

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Desafios e oportunidades ESG no financiamento

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Sejam bem-vindos, este é o podcast Do Compromisso à Ação, conversas sobre ESG, ambiente, sustentabilidade e governança. É uma parceria entre o Observador e a PwC. Hoje falamos do impacto dos padrões ESG no financiamento e no investimento, e vamos fazê-lo com o nosso convidado Luís Guimarães, administrador executivo e Chief Commercial and International Officer do Banco Português de Fomento, que se junta a Nuno Cordeiro, que é partner de serviços financeiros, risco e regulação da PwC. Eu sou o Paulo Ferreira, começo por dar as boas-vindas a ambos. Bem-vindos, é um gosto recebê-los aqui. Luís Guimarães, começando por si, esta análise ESG entrou, obviamente, naquilo que é a avaliação de risco de crédito e investimento. Hoje há crédito de empresas que não avalia também estas questões?

Não, muito dificilmente, porque os riscos climáticos e ambientais hoje são tais, e já são há muito tempo, mas hoje são reconhecidos como tais, que se sabe que têm impacto na avaliação financeira e, portanto, na performance das empresas. Não se trata sequer, embora eu subscreva, de uma ideologia ambientalista, trata-se de uma lógica, neste caso, da avaliação de risco, puramente financeira. Os riscos climáticos ou riscos físicos derivados de eventos climáticos que afetam uma larga proporção das indústrias, podem se refletir depois no risco de crédito e, como tal, não se deve fazer crédito sem fazer uma avaliação completa dos riscos, que hoje em dia incluem também os riscos climáticos e o seu impacto na operação da empresa.

Claro, está inerente. Nuno Cordeiro, olhamos para estas terminologias e para estes padrões, estamos aqui a incluir vários tipos de risco: climáticos, transição, reputacionais, de governance, por aí fora. Como é que isto depois se traduz em risco financeiro?

Sim, Paulo. Eu acho que temos que ter noção, se quiser, da ordem de importância de todos estes fatores. E há, obviamente, se quisermos, dois fatores bastante relevantes nesta fase e, portanto, que marcam a discussão hoje em dia, que é dentro dos climáticos, se quisermos clarificarmos isto em dois níveis, aos impactos físicos que o Luís referia e depois aos impactos de transição. Como é que isto chega a riscos financeiros e a riscos para a banca e para os mercados de capitais? Eu diria que em primeiro lugar, enfim, serão riscos e serão custos para todos nós. Basta pensarmos, por exemplo, no caso do turismo. Se olharmos para as projeções das alterações climáticas, que já apontam para que dentro de 10, 15 anos, possamos ter, por exemplo, em Londres, uma semana de verão totalmente equivalente às semanas de verão que temos em Lisboa ou que temos em Barcelona, obviamente que não podemos esperar ter o mesmo volume de pessoas e a mesma procura de turismo que temos hoje em dia.

Claro, um risco econômico e de alguma forma um risco sistêmico. Porque se olharmos para algumas destas dinâmicas de risco físico, por exemplo, tivemos uma tempestade como a Crisine neste ano. O que a ciência nos diz? Que ela tem período de retorno de 30 anos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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