Portugueses pagaram mais 1.300.000.000€ em combustíveis do que o suposto só no primeiro semestre: "Situação está a tornar-se dramática"
António Costa Silva, antigo ministro da Economia, alerta que a situação do custo de vida em Portugal, em particular com o aumento do preço dos combustíveis, se “está a tornar dramática”.
Em entrevista este sábado, no CNN Em Foco, o antigo ministro da Economia teme que o panorama financeiro das famílias portugueses estejam a caminhar para um ponto “insustentável” e exemplo disso mesmo é a diferença de preços dos combustíveis entre Portugal e Espanha.
“Quando se compara o que passa em Elvas com aquilo que se passa em Badajoz, mostra que vamos caminhar, talvez segunda-feira, para uma diferença no gasóleo pode passar os 45 cêntimos", explica.
Costa Silva reitera que este é um cenário "dramático para toda aquela região, para os operadores, para as nossas indústrias". O antigo ministro responsável pela pasta da Economia lembra ainda que o gás permanece como um dos pilares centrais do mercado energético nacional e "quando se olha para o preço da botija, em Espanha, com 35 euros consegue-se comprar duas botijas de gás, enquanto que em Portugal, uma só custa 38 euros".
Para o outrora governante, o paradigma atual vai inevitavelmente culminar numa "situação é insustentável”. “Só no primeiro semestre deste ano, os portugueses pagaram mais de 1.300 milhões de euros pelos combustíveis” do que no período homólogo do ano passado, sublinha.
O engenheiro e professor universitário considera que o Governo “tem de prestar mais atenção” a esta situação.
Para já, diz-se “contente” por a ministra da Energia ter "anunciado uma possível medida para as indústrias que são intensivas no consumo de energia”. No entanto, salienta que a mesma “já deveria estar no terreno”.
Por fim, Costa Silva dá destaque a um detalhe que tem sido menos falado, mas que é a sua “grande preocupação” neste momento: o preço do barril de gasóleo (e não o preço do barril de Brent). O ex-ministro alerta que o diferencial entre os dois barris nunca esteve tão alto. “Nunca tinha acontecido antes", repete, lembrando que o preço do barril de petróleo já superou a meta dos 200 dólares, estando cerca de 100 dólares mais caro do que o de Brent.
A justificação para é nova realidade prende-se com a “paragem quase total” da refinação na Península Arábica e os ataques ucranianos às refinarias russas, culmina António Costa Silva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.