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10.000 migrantes continuam em Ceuta, 6000 estão alojados

Diário de Notícias ·
10.000 migrantes continuam em Ceuta, 6000 estão alojados

Cerca de 10.000 pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta em julho permanecem na cidade, segundo um novo cálculo do governo espanhol divulgado esta sexta-feira, 18 de setembro, dia em que foram alojados 1.700 migrantes que estavam a dormir em praias.

Milhares de pessoas foram retiradas esta sexta-feira, um mês e meio depois da entrada em massa em Ceuta, de duas praias da cidade para serem alojadas num centro de acolhimento temporário.

Segundo o Governo de Espanha, este centro de acolhimento, instalado nos terrenos do porto de Ceuta, tem capacidade para alojar 1.700 adultos em tendas de campanha, assim como infraestruturas de saneamento e outras.

Estas 1.700 pessoas juntam-se a outras 4.160 alojadas no último mês e meio pelo Governo espanhol em locais semelhantes ao instalado junto ao porto e outros espaços de Ceuta, um enclave de Espanha no norte de África, com fronteira com Marrocos.

Há ainda 2.140 menores de idade não acompanhados registados e acolhidos em instalações do governo da cidade autónoma, segundo os dados oficiais.

O Governo de Espanha tem dito ser impossível saber com exatidão quantos migrantes permanecem em Ceuta depois de terem entrado ilegalmente na cidade dentro de uma avalanche de pelo menos 72.000 pessoas em 30 e 31 de julho.

O executivo tem sublinhado que só com o alojamento temporário em centro de acolhimento é possível fazer o registo de todas as pessoas e abrir os processos com vista ao repatriamento ou concessão de asilo, como exige a legislação nacional e europeia.

No entanto, o Governo espanhol, com base em dados das forças de segurança no terreno, disse esta sexta-feira que a estimativa atual é que entre 9.000 e 10.000 pessoas das que entraram no final de julho continuem na cidade.

Atendendo a esta estimativa e ao número de pessoas já alojadas, faltam ainda entre 3.000 e 4.000 lugares de acolhimento para migrantes adultos que continuam nas ruas da cidade, mas também em zonas de montanha ou refugiados em alguns edifícios, segundo as autoridades.

Os números do Governo espanhol diferem dos do executivo da cidade autónoma, que na semana passada calculou que tenham ficado em Ceuta 13.000 pessoas após a entrada em massa no final de julho.

O primeiro-ministro de Espanha, o socialista Pedro Sánchez, disse na semana passada que o Governo espera que a situação em Ceuta esteja estabilizada até ao final do ano e tem insistido que só com o alojamento temporário e registo de todas as pessoas é possível fazer os repatriamentos porque assim o exigem as leis nacionais e europeias.

A oposição de direita espanhola tem exigido ao Governo o repatriamento imediato de todas as pessoas que entraram em Ceuta ilegalmente em julho.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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