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Peninha vai ser restaurada e haverá mais 20 mil árvores em Sintra até ao fim do ano

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Peninha vai ser restaurada e haverá mais 20 mil árvores em Sintra até ao fim do ano

A Parques de Sintra vai avançar, ainda este ano, com o restauro da Peninha e com a plantação de 20 mil árvores. Os projetos foram revelados esta quinta-feira, 17 de setembro, pelo presidente do conselho de administração da empresa, João Sousa Rego, num encontro com jornalistas.

Os trabalhos de restauro do Santuário da Peninha vão começar “até ao final do ano”, depois de ser lançado o concurso público. Está previsto um investimento inicial de um milhão de euros. “Vai ser um desafio bom”, classifica o responsável, acrescentando que não foi ainda definido que uso será dado a este espaço após a intervenção.

Outra meta para 2026 passa pela plantação de 20 mil árvores, depois do impacto de várias tempestades, com destaque para a Kristin e a Martinho, que derrubaram cerca de 250 mil árvores.

“Houve uma alteração total do coberto vegetal, impõem-se investimentos continuados”, explica o responsável, que garante que não está previsto “qualquer atraso” nos planos de limpeza das árvores afetadas.

Outra área de intervenção simultânea passa pela plantação, no sentido de “criar um bosque mediterrânico” mais favorável à biodiversidade, e pela redução de exóticas e invasores.

“Duplicámos o valor associado à intervenção em parque natural para 3,6 milhões de euros este ano”, revelou João Sousa Rego.

Naquele que é o negócio mais conhecido da Parques de Sintra, a gestão de monumentos como o Palácio da Pena ou o Palácio de Queluz, “é previsível” uma manutenção no número de visitantes face a 2025, na ordem dos três milhões.

“O objetivo não é aumentar o número de visitas, mas permitir que os turistas permaneçam mais tempo e levem uma experiência diferenciada”, define o responsável.

É também uma forma de “qualificar a visita e diminuir o impacto” em Sintra, perante as queixas crescentes dos residentes sobre o turismo naquele concelho, cujas multidões e veículos turísticos na vila histórica estão associadas a fortes constrangimentos no trânsito.

João Sousa Rego dá um exemplo já levado a cabo com este objetivo, através da integração de um título de transporte no bilhete dos monumentos, o que permite “uma antevisão da carga” e o “turista saber como chega”.

A aposta da Parques de Sintra passa pelo reforço dos conteúdos culturais nos momentos geridos pela empresa, por exemplo, com visitas encenadas ou trazendo para exposição peças que estavam guardadas, fruto da investigação e do levantamento permanente.

“Queremos que os visitantes possam conhecer o máximo possível que chegou até nós”, resume.

João Sousa Rego destaca ainda a política de manutenção contínua dos monumentos da Parques de Sintra para garantir que “não serão necessárias, no futuro, grandes inaugurações nem grandes obras”.

A estratégia passa antes por “identificar as anomalias e estancá-las antes de chegar a um plano de degradação tao alto”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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