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Manifestantes pela habitação justificam protesto por "desespero político"

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Manifestantes pela habitação justificam protesto por "desespero político"

Os manifestantes reunidos pela habitação, na Praça D.

João I, no Porto, desde sábado, fazem-no "não como uma escolha de lazer, ou de campismo, mas como ato de desespero político".

Em comunicado a responder às declarações do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, que garantiu hoje que a autarquia será "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas" na Praça D.

João I, os manifestantes responderam que uma manifestação que "não pretende incomodar os autores deste desespero, deixa de cumprir a sua função democrática".

"Bloquear o protesto sob o pretexto de degradação do espaço ignora que a verdadeira degradação social ocorre na perda de qualidade de vida e no despejo dos habitantes da cidade", continua o comunicado, onde a autarquia é acusada de pretender "ser implacável contra uma manifestação legítima, pacífica e ordeira para manter a imagem turística da cidade, e de paraíso barato do país para os estrangeiros, enquanto a especulação imobiliária, o alojamento local desregulado e o aumento vertiginoso das rendas são implacáveis ao expulsarem os portuenses para a periferia".

Pedro Duarte, que deixou várias críticas aos manifestantes, falava hoje à margem da conferência Fábrica 2030, no Porto, sobre a remoção de tendas, na segunda-feira, em que pernoitava quem protestava pelo direito à habitação, após uma manifestação no sábado quanto ao custo de vida.

"É evidente que a Praça D.

João I não é um parque de campismo, e não vai transformar-se num parque de campismo.

Vamos ser absolutamente implacáveis com qualquer tentativa de colocação de tendas naquela zona", declarou o autarca, eleito pela coligação PSD/CDS/IL", garantiu o autarca.

Os jovens têm outra leitura e entendem que a câmara preocupa-se com o ordenamento das tendas, mas "ignora o desordenamento" das vidas e dos salários dos jovens.

"Porque não é a câmara implacável com os problemas que de facto constrangem a vida dos portuenses? Implacável com as listas de espera com 1.000 a 1.200 famílias a aguardar casa durante implacáveis três anos.

Implacável em baixar os novos tetos do próprio Regime de Arrendamento Acessível do Governo, que fixam o preço "acessível" de um T2 no Porto em 1.118 euros — um valor que continua a ser proibitivo para a esmagadora maioria dos jovens trabalhadores", questionam no comunicado os acampados.

Continuando com as perguntas questionam ainda porque continua a autarquia "implacável em aumentar a habitação social, que representa 13% do mercado e hoje não protege quem ganha um salário normal e é empurrado para fora da cidade.

E, mesmo assim, focar o debate apenas nos 13% é uma cortina de fumo".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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