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PAIGC celebra 70 anos com eventos em Lisboa e outros locais fora do país

RTP Notícias ·
PAIGC celebra 70 anos com eventos em Lisboa e outros locais fora do país

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) assinala hoje 70 anos da sua fundação com as celebrações centradas em Lisboa e noutras latitudes fora do país, disseram à Lusa fontes do partido.

A Casa do Alentejo, entre o Rossio e a praça dos Restauradores, em Lisboa será palco central das comemorações que devem decorrer durante toda a manhã de hoje, 19 de setembro, nas quais são aguardadas as presenças de dirigentes históricos do PAIGC, académicos, investigadores, jovens e representantes de "forças políticas amigas".

São aguardadas as presenças de representantes em Portugal do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde), da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e do PCP (Partido Comunista Português).

O presidente do PAIGC, atualmente em Portugal, desde que saiu da prisão, onde foi colocado em duas ocasiões desde novembro, na sequência de um golpe de Estado militar na Guiné-Bissau, deverá proferir o discurso de encerramento do evento.

"Com esta mobilização, o PAIGC reafirma o seu compromisso de honra em manter viva a memória histórica, servindo de elo entre os veteranos da luta de libertação, as novas gerações e a diáspora na construção de uma sociedade de justiça, paz e progresso", lê-se num documento enviado à Lusa pela coordenação das festividades.

O documento assinala ainda que as comemorações ocorrem num cenário político "particularmente complexo" e adverso na Guiné-Bissau marcado por um clima de "forte perturbação institucional pontuado por "perseguições, detenções arbitrárias sem acusação formal contra dirigentes, incluindo o presidente do partido, Domingos Simões Pereira".

As comemorações, que deverão também acontecer noutros países, inclusive na Guiné-Bissau, embora em menor escala, realizam-se sob o lema:"PAIGC 70 Anos de Unidade e Luta, a nação reconhece, a história confirma e o futuro exige!", assinala o documento enviado à Lusa.

Estão previstas atividades culturais durante as celebrações na Casa do Alentejo.

A comissão organizadora dos 70 anos lamenta que o efeméride aconteça sob a ameaça do encerramento da sede nacional e das delegações regionais do PAIGC por ordens do Alto Comando Militar protagonista do golpe de Estado de novembro passado.

O Alto Comando Militar deu sete dias ao PAIGC e a outras forças políticas para retirarem as respetivas sedes para uma distância de 500 metros das instalações dos órgãos de soberania, hospitais, embaixadas, quartéis e esquadras da polícia.

A sede nacional do PAIGC situa-se a escassos metros do palácio da República em Bissau.

Além da ameaça de encerramento da sede nacional, que o partido contestou com a alegação de que o imóvel constitui propriedade privada que lhe pertence, a comissão organizadora dos 70 anos em Portugal denuncia a proibição de atividades políticas e cívicas impostas pelos militares e enaltece a "resiliência" de Domingos Simões Pereira, "perante as adversidades".

"Apesar destas restrições, o líder do partido, o engenheiro Domingos Simões Pereira, continua a afirmar-se como uma referência política incontornável na defesa da legalidade democrática e na continuidade do proje

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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