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Presidente da Ucrânia contra eleições sem um cessar-fogo

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Presidente da Ucrânia contra eleições sem um cessar-fogo

O Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, considera que a realização de eleições em tempo de guerra constituiria um perigo para o país, respondendo ao apelo do seu ex-ministro da Defesa para realizar um escrutínio.

“Penso que, numa guerra como esta, as eleições, por si só, representam um risco enorme”, afirmou Zelensky, considerando que seriam um “tsunami” que “dividiria a Ucrânia”.

O líder ucraniano respondeu este domingo em conferência de imprensa às polémicas recentes, como a demissão, em meados de julho, do jovem e popular ministro da Defesa, Mikhaïlo Fedorov.

Este último causou grande agitação na terça-feira com um vídeo, no qual denuncia a corrupção e pede a “restauração de um processo democrático” através de eleições, apesar da invasão russa do país.

O mandato presidencial de Zelensky terminou em maio de 2024, mas não podem ser organizadas eleições na Ucrânia sob a lei marcial, em vigor desde o início da invasão russa em grande escala do país, desencadeada em fevereiro de 2022.

“Se quisermos destruir o país, então podemos avançar para a realização de eleições nestes tempos de guerra”, respondeu Zelensky.

Hoje “é impossível nas condições em que nos encontramos atualmente, quando Putin não está disposto a considerar opções para um cessar-fogo”, acrescentou ainda.

As declarações de Fedorov causaram mal-estar até mesmo entre os seus apoiantes.

De acordo com a última sondagem de opinião do Instituto de Sociologia de Kiev (KIIS), realizada em julho e agosto, apenas 15% dos inquiridos consideram que as eleições deveriam realizar-se antes do fim da guerra.

A decisão do Presidente de demitir Fedorov deu origem a manifestações que reuniram milhares de pessoas nas ruas de várias cidades do país, levando Zelensky a substituir também o comandante do exército, Oleksandre Syrsky, considerado um rival de Fedorov.

Sobre os protestos, o Presidente ucraniano defendeu o direito dos cidadãos a manifestarem-se, mas alertou para qualquer atitude “desrespeitosa” em relação ao exército e para o risco que representa uma divisão “entre a sociedade e os soldados”.

“Desde quando é que o marketing começou a ter prioridade sobre as pessoas que dão a vida?” – questionou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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