Galamba ataca PS por querer agravar imposto sobre renováveis
As últimas propostas do PS no setor da energia e dos impostos sobre esta área levaram o antigo ministro das Infraestruturas João Galamba a lançar um duro ataque ao secretário-geral socialista José Luís Carneiro e ao próprio partido.
Em causa estão a defesa de um “agravamento generalizado da tributação sobre as renováveis, incluindo o solar e o eólico”, bem como a defesa ao longo dos últimos meses de uma “subsidiação generalizada dos combustíveis fósseis”, conjugadas com um suposto silêncio no desenvolvimento da eletrificação. “ Com estas propostas, José Luís Carneiro e o PS prestam um péssimo serviço ao país “, acusou Galamba.
Numa publicação no LinkedIn, o antigo governante socialista, que foi secretário de Estado da Energia e posteriormente liderou o Ministério das Infraestruturas, considerou que o PS aponta no sentido contrário às medidas que entende serem melhores para Portugal.
Numa altura em que deviamos estar a promover as renováveis e a eletrificação, o PS apoia a subsidiação generalizada de combustíveis fósseis e o agravamento da produção de eletricidade renovável. Com estas propostas, o PS presta um péssimo serviço ao país https://t.co/LtYgPstili
“Somada à equiparação do solar e do eólico a prédios urbanos para efeitos de tributação em sede de IMI, proposta pelo atual Governo, esta subida de impostos sobre as renováveis é exatamente o oposto do que o país precisava para responder à crise dos combustíveis fósseis”, frisou.
Para o ex-ministro, o agravamento da fiscalidade nesta área terá repercussões económicas, tendo em conta o “mercado integrado” existente com Espanha. “Agravar a fiscalidade sobre as renováveis em Portugal equivale a dizer aos investidores: não invistam aqui, invistam em Espanha”, referiu.
João Galamba saiu ainda em defesa da compensação aos territórios que acolhem os projetos de energias renováveis , embora explicando que deve assentar numa distribuição de receitas existentes e “não criando novos tributos ou novos impostos que penalizam o investimento”.
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