Nesta cozinha brava e emotiva serve-se, provavelmente, o melhor ceviche do Porto
“É uma casa de comida descontraída e muito emotiva. Queremos comida sem foguetes, confortável, terra a terra, de prato cheio e o mais honesta possível”, descreve Camilo Jaña sobre o primeiro restaurante em nome próprio inaugurado em abril na Foz, no Porto, depois de 20 anos a trabalhar no Grupo Cafeína, de Vasco Mourão.
“Queria ter um restaurante próximo das pessoas, onde não existisse o conceito, onde não tivesse de colocar na porta o conceito, se era uma brasserie, um fine dining. Quero uma casa de comida que permita uma proximidade, uma relação direta com o cliente. Um restaurante de bairro, com comida, ementa e preços para os portugueses. Essa foi a espinha dorsal”, explica o chef sobre o Camilo – Cuzinha Brava.
Sem fronteiras, esta cozinha brava, instalada no espaço antes ocupado pelo restaurante Lucrécia, na Foz do Porto, não é “nem italiano, nem português, nem sulamericano. É uma casa de comida próxima das pessoas”, detalha.
“A carta constrói-se com aquilo que vamos sentindo que podemos fazer”, mas também com muita ajuda dos clientes, “porque neles vou sentindo o caminho que temos de tomar”, explica o chef natural de Santiago do Chile que vive no Porto desde 2006.
Da ementa constam os imperdíveis cheviches – até agora, os melhores que provámos no Porto, o “Ceviche de corvina "Mar Adentro" de tigre e abacate” (€16,20) e o “Ceviche de atum com melancia prensada e pickle de funcho (€15,80). Nas entradas destacam-se as “Empanadas de carne com chimichurri ( 9,30) €, os "Croquetes Bravos" (€9,60) e o "Scotch Egg Veggie" de cogumelos, molho romesco e ervas” (€10,60) além dos “Ovos rotos de camarineiro das cabeças” (€16,20).
“Bife de atum laminado com molho de pimentas e batata fósforo” (€22,20), “Camarões-tigre na brasa com arroz de paella (€ 41,20), que serve dois, “Saltimbocca de porco preto com presunto, migas de tomate assado e salva” (€21,80) e “Entrecôte de novilho Angus na brasa (€38,00), também para dois, sobressaem nos principais.
Termine com “Happy End” - tarte de chocolate, praliné de amendoim e flor de sal (€5,80), “Churros com dulce de leche "Homemade" e sorvete de limão” (€6,40) e “Bolo de banana caramelizada com gelado de nata” (€5,80).
Para acompanhar, há cocktails e vinho Nat Cool branco e tinto, servido à pressão, que Camilo Jaña pediu a Dirk Nieport para instalar no espaço. Convive com uma carta vínica eclética, focada sobretudo no Douro.
Decorado em tons sóbrios com apontamentos de cores quentes, o espaço, com 48 lugares no interior, dispõe de ampla esplanada coberta e resguardada que quase duplica a capacidade. É aqui que decorrem as recém inauguradas Tardes bravas: à sexta-feira, entre as 18h00 e as 20h00, servem-se petiscos e cocktails para abrir as “hostilidades” do fim de semana, por vezes, com música ao vivo.
Natural de Santiago do Chile, Camilo Jaña veio ao Porto visitar a irmã, que já habitava na cidade, em 2006.
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