EUA critica líderes "ilegítimos" no Sudão que "governam só pela força"
"N em as Forças Armadas do Sudão, nem as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), nem os seus respetivos líderes representam um poder legítimo e constitucional no Sudão: governam apenas pela força das armas", declarou o Departamento de Estado num comunicado divulgado à margem da Assembleia Geral da ONU.
Os Estados Unidos recusaram a concessão de visto ao líder de facto do Sudão, o chefe do exército Abdel Fattah al-Burhan, para viajar para Nova Iorque, informaram duas fontes diplomáticas à AFP.
A guerra no Sudão, que começou em 2023, já fez mais de 200 mil mortos, segundo agências humanitárias, naquela que a ONU considera a pior crise humanitária do mundo.
Mais de 12 milhões de pessoas foram deslocadas no auge do conflito dentro do Sudão, enquanto os combates obrigaram quase cinco milhões de pessoas a fugir do país, segundo a ONU.
Embora a guerra entre o exército e os paramilitares das RSF continue a intensificar-se, mais de 5,1 milhões de pessoas regressaram às suas casas no Sudão, informou a ONU na segunda-feira.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM, na sigla em inglês) alerta para o risco de novas deslocações caso não seja mobilizada rapidamente ajuda suficiente.
Os dados da OIM, apontam para cerca de 8,6 milhões de pessoas que continuam deslocadas no Sudão, uma ligeira diminuição (-1%) no último mês. No entanto, o Sudão continua a figurar entre os países com maior número de deslocados internos no mundo.
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