PE aponta política de Sánchez como "fator de atração" de migrantes
N uma resolução hoje adotada durante a sessão plenária do PE em Estrasburgo, França - e que não tem caráter vinculativo – os eurodeputados referem que a política de regularização em grande escala prosseguida pelo primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, foi "um fator de atração e envia um sinal errado aos potenciais migrantes e às redes de tráfego de seres humanos", segundo um comunicado.
Os eurodeputados querem que a Comissão Europeia avalie o possível impacto transfronteiriço deste tipo de regimes nacionais nos movimentos secundários e no funcionamento do Espaço Schengen, de livre circulação.
No texto, adotado por 339 votos a favor, 225 contra e 16 abstenções, o PE denuncia que Ceuta foi "invadida", alertando para a instrumentalização da migração como arma de guerra híbrida e exigindo medidas urgentes tanto às autoridades nacionais como às europeias.
Os eurodeputados assinalaram também que o Pacto sobre a Migração e o Asilo vigora desde 12 de junho de 2026, sublinhando a responsabilidade de Espanha em fazer pleno uso deste quadro legal e operacional.
Por outro lado, sustentou o PE, as autoridades marroquinas devem cumprir as suas responsabilidades e compromissos em matéria de gestão das fronteiras, regresso e cooperação migratória.
Mais de 70.000 pessoas entraram ilegalmente em Ceuta, a partir de Marrocos, em 30 e 31 de julho, naquilo que o Governo espanhol qualificou como um ataque e uma violação à integridade territorial de Espanha.
A maioria dessas pessoas saiu voluntariamente de Ceuta nas horas e dias seguintes, mas permanecem na cidade 13.000 migrantes, segundo as autoridades locais.
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