Substituição dos caças F-16 decidida na nova Lei de Programação Militar
E m entrevista à agência Lusa, a primeira desde que assumiu o cargo há cerca de meio ano, o general João Cartaxo Alves afirmou que o programa de substituição da esquadra de F-16, que se encontra em fim de vida, "já estava previsto ser incluído na Lei de Programação Militar (LPM)" e constará da nova proposta que o Governo terá de apresentar em breve à Assembleia da República.
Em maio, o ministro da Defesa, Nuno Melo, admitiu a possibilidade de este programa ficar fora da proposta que estabelece o investimento público em meios e equipamentos para as Forças Armadas a 12 anos. A proposta de lei não especifica as empresas nas quais os equipamentos são produzidos, - algo que terá que ser anunciado pelo Governo -, mas nela terá de constar o valor monetário que o executivo prevê para o programa.
Interrogado sobre o grupo criado pelo Ministério da Defesa para elaborar a nova proposta da LPM, integrado pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), o general Cartaxo Alves adiantou que o texto está "numa fase final de elaboração".
O negócio para a substituição da esquadra F-16 está a ser disputado entre os norte-americanos da Lockheed Martin (que produzem os F-35 Lightning II), os suecos da Saab (Gripen E) e o consórcio europeu que inclui a Airbus (caças Eurofighters Typhoon).
Nuno Melo tem repetido que o processo oficial ainda não arrancou.
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