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Ausência do ex-diretor do instituto de desminagem angolano leva a adiar julgamento

RTP Notícias ·
Ausência do ex-diretor do instituto de desminagem angolano leva a adiar julgamento

Segundo uma nota do Tribunal Supremo, o início da sessão de julgamento do processo n.º 41/22, em que é arguido José Domingos Roque de Oliveira, ficou adiado ainda sem nova data, tendo sido avançado que o mesmo se encontra a residir em Portugal e falharam todas as diligências para a sua localização.

A nota realça que perante a situação, a defesa comprometeu-se a colaborar com o tribunal para que o arguido seja notificado "com a maior brevidade possível, permitindo assim o regular andamento do processo".

O juiz conselheiro Daniel Geraldes, relator do processo, frisou que foi enviada carta rogatória, em 20 de julho deste ano, às instâncias judiciárias portuguesas para a notificação do arguido e a sua presença na audiência de julgamento.

"Contudo, na resposta obtida da referida carta, figurava que, por omissão de alguns dados de identificação e localização do arguido, seria impossível a concretização da diligência ora requerida", referiu.

Nestes termos, acrescentou Daniel Geraldes, procedeu-se ao aperfeiçoamento da carta rogatória, remetida a Portugal no dia 24 de agosto de 2026, fazendo nela menção dos dados solicitados.

"Porém, não foi possível até à presente data termos conforme estava previsto e agendado o julgamento com interrogatório do arguido via zoom, porquanto, à última carta não houve qualquer resposta das instâncias judiciárias portuguesas, não se sabendo, assim, se o mesmo foi ou não localizado ou se existem ou não dificuldades de localização do arguido, através dos dados fornecidos", disse.

Ouvidas as partes, o Ministério Público sustentou que a lei impõe nas audiências de julgamento a presença do arguido e que sem o seu interrogatório não se pode praticar qualquer ato que dê início à realização do julgamento, destacou ainda o juiz relator do processo.

José de Oliveira, que começou a dirigir o Instituto Nacional de Desminagem em 2018, é acusado pelo Ministério Público da prática do crime de peculato e do crime de danos.

O caso remonta ao ano de 2019, altura em que funcionários do instituto alegaram irregularidades de gestão, nomeadamente nos procedimentos com meios e bens da instituição.

O Instituto Nacional de Desminagem foi criado em 2003, em substituição do Instituto Nacional de Remoção de Obstáculos e Engenhos Explosivos (INAROEE), criado em 1995, para a sensibilização sobre o risco e perigo de minas, pesquisa, marcação, inovação tecnológica e destruição de `stocks`, por forma a permitir a livre circulação de pessoas, bens e mercadorias para permitir o desenvolvimento do país, após várias décadas de guerra.

Em 2022, o Instituto Nacional de Desminagem foi extinto e substituído pelo Centro Nacional de Desminagem.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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