PSD acusa Carneiro de defender medidas "a pensar nas sondagens"
Numa intervenção durante o debate de urgência na Assembleia da República sobre o custo de vida, agendado pelo PS, Hugo Soares dirigiu-se diretamente a José Luís Carneiro: "A sua política económica é um erro, a sua política económica é assistencialista, a sua política económica é a pensar nas sondagens, a sua política económica é a pensar nos votos".
"A nossa política económica é a pensar no país e nas novas gerações", defendeu o social-democrata, avisando que "não cabem é as duas estratégias dentro de um orçamento, não são compagináveis".
O líder parlamentar do PSD considerou que as opções do secretário-geral do PS são diferentes da "política económica do PS" e referiu que figuras como os antigos ministros das Finanças Fernando Medina ou Mário Centeno defendem propostas que "estão nas suas antípodas".
"Quando quiser vir ao Parlamento, com toda a legitimidade, apresentar as suas propostas, veja primeiro se consensualiza dentro do PS, que é um triste espetáculo vemos todos os dias aqueles que querem suceder nessa cadeira a desmentirem a sua política económica. Tem que os convencer a eles, primeiro", provocou Hugo Soares.
Também o líder do Chega apontou baterias ao PS, acusando José Luís Carneiro de "hipocrisia e falsidade" por dizer "que é preciso baixar o IVA dos combustíveis", mas ter anunciado o voto contra no projeto do Chega para esse efeito, que será votado na próxima semana, referindo a norma-travão.
André Ventura considerou que "não há nenhuma norma-travão que trave José Luís Carneiro, o que trava José Luís Carneiro é um acordo hediondo com o PSD" e acusou os socialistas de querem "enganar aqueles a quem pedem o voto" e ser "um fantoche de Bruxelas".
Na resposta, o secretário-geral do PS acusou o Chega de ter sido nos últimos meses "um biombo que impediu o escrutínio da ação do Governo na gestão da crise" e sustentou que as suas afirmações foram "rigorosas".
José Luís Carneiro aconselhou o partido de André Ventura a ler a Constituição, nomeadamente o artigo da norma-travão, e considerou que a "eficácia da intervenção de um partido que cede ao populismo e à demagogia é remeter a ajuda aos portugueses para janeiro de 2027", data que o partido propõe para a entrada em vigor da descida do IVA dos combustíveis na proposta que vai a votos na próxima semana.
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