IL arriscou deixar Moedas “apeado”. Esquerda viabilizou fim das trotinetas em Lisboa
A Câmara Municipal de Lisboa deu nesta quarta-feira luz verde à intenção do Executivo de suspender o serviço de trotinetas partilhadas , atualmente prestado pela Bolt, Lime e Bird, mas a aprovação que se julgava estar implícita por via da maioria de vereadores da coligação de Carlos Moedas no Governo da cidade, poderia ter não ocorrido .
O s dois vereadores da Iniciativa Liberal ( IL ) na Câmara Municipal de Lisboa votaram contra a proposta do chefe do Executivo, deixando-o à mercê da posição dos partidos da oposição .
Com um total de nove vereadores em 17, Carlos Moedas avançava com uma medida que, à partida, tinha aprovação garantida.
Contudo, Rodrigo Gonçalves e Vasco Anjos acabariam por votar contra , ficando o Executivo com apenas sete votos a favor .
Segundo apurou o ECO/Local Online, a posição da IL começou a desenhar-se logo no início da discussão, na qual os seus dois vereadores nem se pronunciaram.
“ A IL não interveio no debate.
Fomos percebendo, pela atitude do presidente na reunião, de um certo incómodo ”, conta um dos que estiveram presentes.
A votação acabaria por se realizar apenas no final, e não imediatamente a seguir à discussão da proposta , a primeira do dia.
Lisboa manda trotinetas sair e entrega poder às bicicletas premium Ler Mais Aos dois votos contra da IL e sete a favor das restantes forças que constituem a coligação eleita há um ano (e entre os quais se conta Ana Simões Silva, a vereadora eleita pelo Chega e que se desvinculou do partido de André Ventura em janeiro, firmando depois um acordo com o presidente da autarquia), juntou-se o voto a favor do fim das trotinetas por parte do vereador Bruno Mascarenhas, eleito pelo Chega .
Caso os eleitos do PS, Bloco de Esquerda, Livre (reunidos na mesma lista, liderada pela socialista Alexandra Leitão) tivessem votado contra a proposta do Executivo, a oposição à medida teria nove votos, contra oito de PSD, CDS e Chega.
A votos esteve também a proposta do PCP, que acabaria apoiada apenas pela esquerda, e que previa a criação de sinergias entre bicicletas e trotinetas partilhadas na EMEL .
Os comunistas pretendiam aprovar a elaboração de um estudo para analisar a possibilidade de a empresa pública de mobilidade juntar à rede Gira uma frota de trotinetas municipais, mantendo o atual modelo das bicicletas, em que estacionam e carregam em docas instaladas ao longo da cidade para esse efeito.
O ECO/Local Online tentou ouvir os vereadores da IL e o Executivo da Câmara, ainda sem êxito.
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