Parlamento aprova pesar por Pavlo Sadokha com voto contra do PCP
A lém do PCP, a deputada do Bloco de Esquerda, Andreia Galvão, absteve-se no voto de pesar apresentado pela bancada do PSD, ao qual o Governo se associou. A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, e a deputada do Bloco de Esquerda anunciaram que vão apresentar declarações de voto.
A posição da bancada comunista, de voto contra, e do BE, de abstenção, motivou depois uma reação de protesto por parte de vários deputados das bancadas da direita parlamentar .
No voto apresentado pelo PSD, delibera-se que a Assembleia da República manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Pavlo Sadokha, apresentando "as suas mais sentidas condolências à família enlutada, à Associação dos Ucranianos em Portugal e a toda a comunidade ucraniana residente em Portugal".
Refere-se que Pavlo Sadokha faleceu no passado dia 13, aos 56 anos, e foi uma "figura incontornável na representação e na defesa da comunidade ucraniana residente no nosso país".
"Radicado em Portugal há mais de duas décadas, Pavlo Sadokha dedicou-se de forma incansável à causa ucraniana, promovendo anualmente a marcha pela paz em Lisboa e defendendo o reconhecimento internacional do Holodomor como genocídio do povo ucraniano. Desde a agressão militar da Federação Russa contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, Pavlo Sadokha assumiu um papel central na articulação entre a comunidade ucraniana e as instituições portuguesas, dando voz aos milhares de cidadãos ucranianos que, fugindo da guerra, encontraram em Portugal refúgio, solidariedade e condições para reconstruir as suas vidas", salienta-se no voto da bancada social-democrata.
Ainda segundo o voto do PSD, sob a liderança de Pavlo Sadokha, a Associação dos Ucranianos em Portugal "desempenhou um papel fundamental de apoio, informação e integração dos refugiados ucranianos, bem como de sensibilização da sociedade portuguesa para a realidade da guerra e para a necessidade de manter viva a solidariedade com o povo ucraniano".
"O falecimento de Pavlo Sadokha mereceu o reconhecimento imediato das autoridades ucranianas.
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