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Brasil bate recorde nas exportações de algodão e consolida liderança

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Brasil bate recorde nas exportações de algodão e consolida liderança

O Brasil encerrou a campanha comercial 2025/26 com um novo máximo histórico nas exportações de algodão, reforçando a sua posição como maior exportador mundial da fibra.

Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o país exportou 3.373.941 toneladas de algodão, um aumento de 19% face ao ciclo anterior, alcançando uma receita recorde de 5,3 mil milhões de dólares (cerca de 5,3 mil milhões de dólares norte-americanos).

Segundo dados do ComexStat compilados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o volume exportado aumentou em cerca de 538,5 mil toneladas relativamente à campanha de 2024/25, enquanto o valor das exportações registou um crescimento de aproximadamente 9%.

Para Danyella Bonfim, coordenadora de Inteligência e Análise de Mercado da Abrapa, este desempenho resulta de um processo de transformação desenvolvido ao longo dos últimos anos.”O Brasil ampliou a sua produção e ganhou escala, ao mesmo tempo que avançou em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade.

Esta combinação tem fortalecido a competitividade do algodão brasileiro e, sobretudo, a confiança dos compradores internacionais na capacidade do país para abastecer o mercado de forma regular e consistente”, afirmou.

Vantagem sobre os Estados Unidos O desempenho permitiu ao Brasil manter a liderança mundial das exportações de algodão.

De acordo com o relatório de agosto da Abrapa, baseado em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os Estados Unidos ocupam o segundo lugar, com 2,656 milhões de toneladas exportadas, seguindo-se a Austrália, com 1,241 milhão.

O Brasil exportou cerca de 718 mil toneladas a mais do que os Estados Unidos, consolidando-se como um fornecedor estratégico para a indústria têxtil internacional.

Segundo Danyella Bonfim, o país destaca-se não apenas pelo volume disponível, mas também pela sua fiabilidade.

“Hoje, o Brasil não se destaca apenas pela quantidade que oferece ao mercado, mas pela capacidade de se posicionar como um fornecedor fiável, competitivo e estratégico.” A responsável explica que esta posição assenta em quatro pilares fundamentais: qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e capacidade de oferta.

“O Brasil consegue reunir estes atributos em larga escala, o que transmite segurança a uma indústria que precisa de planear o abastecimento de matéria-prima ao longo de todo o ano.

Esta combinação tem sido essencial para reforçar a competitividade do algodão brasileiro e construir relações comerciais de longo prazo.” China mantém liderança entre os compradores A China voltou a ser o principal destino das exportações brasileiras de algodão, adquirindo 770,5 mil toneladas, o equivalente a cerca de 23% do total exportado pelo Brasil durante a campanha.

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