Justiça do Peru renova mandado de captura de ex-primeira ministra exilada
A decisão visa executar a sentença de 04 de dezembro de 2025 do Supremo Tribunal do Peru, que determinou a prisão efetiva de Chávez - que se encontra no México sob asilo diplomático - como coautora do crime de conspiração para rebelião contra o Estado peruano.
Segundo a decisão, divulgada este sábado por meios de comunicação locais, o despacho foi emitido a 14 de agosto, uma semana após Chávez ter recebido o salvo-conduto que lhe permitiu sair da residência da embaixada mexicana em Lima e viajar para o México num avião militar.
Checkley ordenou a renovação periódica das ordens de captura a nível nacional e internacional e a comunicação da decisão à Polícia Nacional e à Interpol em Lima.
O advogado da ex-primeira-ministra, Raúl Noblecilla, criticou a medida, afirmando que a detenção "não será possível" por estar protegida pelo asilo diplomático concedido pelo México. "Pode renovar ofícios quantas vezes quiser, mas não pode renovar a mentira de que a jurisdição peruana está acima da soberania mexicana e do Direito Internacional", escreveu na rede X.
Chávez encontrava-se desde novembro de 2025 na residência da embaixada mexicana em Lima, depois de o México lhe ter concedido asilo, decisão que levou o então Governo peruano a romper relações diplomáticas com o país.
Posteriormente, foi condenada a 11 anos e cinco meses de prisão como coautora de conspiração para rebelião, pelo fracassado intento de Castillo de dissolver o Congresso.
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