Instituto Progresso nasce entre Centro e Esquerda para pensar políticas
O presidente do Instituto Progresso é o deputado do PS Miguel Costa Matos que, em declarações à Lusa, explicou que a filosofia deste novo 'think tank' é ir «da boa prática à boa política» para se poder «assegurar que o país não se fica pelas boas ideias e «pode realmente dar um passo em frente».
De acordo com Miguel Costa Matos, o campo dos progressistas «vai além do PS» e existe «desde uma ala humanista do PSD até mais além ao Livre», sendo essa a expressão deste instituto, «que é plural e aberto a várias sensibilidades partidárias e com muitos independentes».
Na lista de quase 200 personalidades que subscrevem o manifesto fundador podem encontrar-se antigos governantes de executivos do PS como Duarte Cordeiro, Maria Manuel Leitão Marques, Mário Campolargo ou Catarina Marcelino e, também do PS, atuais deputados como António Mendonça Mendes, Paulo Lopes Silva ou Frederico Francisco.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, o antigo diretor-executivo do SNS Fernando Araújo também são subscritores, assim como os antigos parlamentares do PSD Adão Silva e Duarte Pacheco ou o deputado do Livre Paulo Muacho.
«Decidimos criar não só um 'think tank que discuta, mas que consiga reduzir a escrito estas ideias e juntar de forma consistente algumas das melhores cabeças do país para pensar os assuntos e trabalhar as propostas ao detalhe - e não apenas na espuma dos dias - e também para testá-las, através de experiências-piloto e de parcerias com empresas, autarquias e IPSS», referiu o presidente do instituto.
Segundo Miguel Costa Matos, o campo progressista tem-se resguardado muitas vezes «num discurso defensivo de que é preciso defender a democracia e o Estado Social».
«Mas nós precisamos de ser capazes de perceber e responder às frustrações das pessoas com as instituições políticas tradicionais, incluindo estas, e de responder aos novos desafios do século XXI», considerou.
Olhando para a atual situação do país, um dos fundadores deste 'think tank' vê que Portugal «não consegue reformar» porque muitas vezes «está preso numa lógica do improviso, do desenrascar, de curto prazo e também cada vez mais polarizado», onde as pessoas sentem que, apesar de se viver «numa era de grande progresso tecnológico, as suas vidas progridem relativamente pouco».
«Queremos mais do que ser um 'discussion tank', queremos ser um 'do tank'.
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