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Escócia, Gales e Irlanda do Norte unem-se pela independência

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Escócia, Gales e Irlanda do Norte unem-se pela independência

Os primeiros-ministros da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte têm encontro marcado para esta segunda-feira, em Cardiff, onde, segundo o jornal The Telegraph , deverá ser assinado um memorando de entendimento que poderá marcar o início do fim da união destes países sob o Reino Unido. Em comum está a pretensão destes três países para a realização de referendos com vista à respetiva independência em relação a Londres, o que significaria a dissolução do Reino Unido , tal como se conhece hoje.

O mote foi já dado pelo líder do Governo escocês, John Swinney, que lidera os nacionalistas do SNP: “[Andy Burnham] enfrenta a ideia de que ficará na história como o último primeiro-ministro do Reino Unido”.

As palavras de Swinney surgem na sequência de uma declaração do primeiro-ministro britânico, na qual Burnham abriu a porta a um novo referendo escocês se existisse um “consenso claro” favorável a uma nova consulta popular . Em 2014, o ‘Não’ à independência escocesa acabaria por vencer os sonhos independentistas (55% contra 45%).

For the first time since 2014, a British Prime Minister has accepted that a referendum should take place when there is majority support for independence, as is the case in Northern Ireland.

I have written to him to discuss how we turn that principle into a legal mechanism. pic.twitter.com/BM4CxdAlzi

“Pela primeira vez na história, a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte são liderados por primeiros-ministros pró-independência. Não poderia haver sinal mais claro de que o statu quo não é sustentável – e de que Westminster tem de se preparar para um futuro pós-Reino Unido. O impulso por trás de uma mudança constitucional significativa é inegável”, salientou ainda Swinney, que se declarou “ansioso” por discutir o futuro com os seus homólogos galês e norte-irlandês.

Paralelamente às palavras de Burnham, a “interferência” do Presidente dos EUA, Donald Trump, no sábado, em que manifestou o seu apoio a uma Irlanda unida e independente , veio aumentar ainda mais a pressão sobre Londres. Trump descreveu esse cenário como “ uma coisa fantástica ” e o cenário poderá deixar de ser apenas isso para se vir a tornar uma realidade.

Trump defende que reunificação da Irlanda “vai acontecer eventualmente”

Já em relação à Irlanda do Norte, a vitória dos nacionalistas do Sinn Féin, em 2022, e uma previsível vitória nas eleições do próximo ano, consolidam as aspirações de uma Irlanda unida, apesar dos condicionalismos impostos pelo Acordo de Sexta-feira Santa, de 1998.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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