Eletricidade ainda pede carvão, mas sol já ganha
A produção e o uso de carvão têm vindo a decrescer na União Europeia desde os anos 90.
Na formação de eletricidade, ainda há um país – a Polónia – que tem o carvão como principal fonte , mas 2024 marca o ano em que o bloco europeu, no seu conjunto, passou a contar com mais eletricidade a partir de sol do que de carvão .
De acordo com as estatísticas mais recentes lançadas pelo Eurostat, a queda no consumo de carvão tem vindo a sentir-se desde os anos 90 , por fases.
Nessa década caiu, para na seguinte estabilizar.
Voltou a notar-se uma diminuição acentuada em 2008 e 2009, para depois se viver mais uma década de estabilidade.
Em 2019, houve outra “forte quebra”, que se acentuou com a pandemia de Covid-19 .
Em 2025 estava nos 107 milhões de toneladas, menos 52% que há oito anos.
Em sintonia, a produção também tem vindo a diminuir “de forma quase contínua” desde 1990 .
Em 2025, a produção de carvão na União Europeia foi de 44 milhões de toneladas, menos 84% do que os 277 milhões de toneladas de 1990 .
Por outro lado, a dependência de países fora do bloco aumentou .
Em 2025, 41% do consumo interno pôde ser coberto pela produção na UE, em comparação com 71% em 1990.
A dependência da importação é descrita no destaque do Eurostat como “assinalável ”, cifrando-se em 57,2% em 2024.
Verifica-se porque a diminuição da produção foi superior à diminuição do consumo.
Em paralelo, o número de produtores europeus de carvão reduziu-se drasticamente: dos 13 que se contavam antes dos anos 2000, restavam apenas dois em 2019 , a Polónia e a Chéquia, com o primeiro a ser responsável pela esmagadora maioria, isto é, 97% da produção.
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