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Vírus de "elevada transmissibilidade" é o "agente mais provável" de ter causado surto de gastroenterite no Faial

CNN Portugal ·
Vírus de "elevada transmissibilidade" é o "agente mais provável" de ter causado surto de gastroenterite no Faial

Um vírus de “elevada transmissibilidade”, associado “à maior circulação de pessoas própria do verão”, poderá estar na origem do surto de gastroenterite que tem levado centenas de pessoas às urgências na ilha do Faial, nos Açores.

“O agente mais provável é um vírus de elevada transmissibilidade, mas habitualmente inofensivo (do grupo dos norovírus, aguardando-se a confirmação em laboratório)”, informa esta quinta-feira em comunicado a Delegação de Saúde da Horta.

Na nota, o Delegado de Saúde da ilha do Faial, Armando Faria, refere que a doença tem afetado sobretudo a população adulta e tem, até agora, “poupado de forma relativa as pessoas idosas - o grupo de maior risco -, o que é tranquilizador”.

Segundo o responsável, “não existe qualquer evidência que associe os casos à água da rede pública, mantendo-se, por precaução, a sua análise”.

Relativamente às primeiras conclusões da investigação epidemiológica, Armando Faria revela que a análise da curva de casos situa o início do surto em meados de julho (entre os dias 13 e 20), “após semanas de normalidade”.

“Tudo aponta para uma introdução associada à maior circulação de pessoas própria do verão - chegadas por via aérea e marítima, sobretudo do continente, onde o vírus circulava -, com posterior amplificação nos habituais contextos de convívio estival da ilha (festivais, marina e praias) e transmissão sustentada de pessoa para pessoa”, admite.

“As variações de dia para dia na urgência - com maior afluência às segundas e quartas-feiras e menor ao fim de semana - refletem o padrão de procura de cuidados, e não alterações do contágio”, acrescenta, reforçando que o quadro “mantém-se benigno na larguíssima maioria dos casos, com resolução espontânea em poucos dias”.

Os serviços de urgência registaram quase meio milhar de casos entre o dia 01 de julho e terça-feira.

Armando Faria admite que com a manutenção e o reforço das medidas, é “expectável uma descida progressiva e o regresso à normalidade ao longo de setembro”.

A resposta ao surto tem sido coordenada com o Hospital da Horta, a Unidade de Saúde da Ilha do Faial, as equipas de controlo de infeção, a entidade gestora da água e a autarquia, com monitorização diária e com o apoio técnico da Direcção Regional da Saúde e da Coordenação Regional de Saúde Pública.

O Delegado de Saúde tem também realizado reuniões com a entidade gestora da água, representantes da restauração e responsáveis das estruturas residenciais para idosos e creches, priorizando a proteção das pessoas mais vulneráveis.

“Não há motivo para alarme; há, sim, motivo para manter os cuidados simples que interrompem a transmissão”, garante, assegurando que a autoridade de saúde continuará a acompanhar a evolução e a divulgar novas conclusões à medida que a investigação avança.

À população pede-se que lave frequentemente as mãos com água e sabão e reforce a ingestão de líquidos.

Quem tiver sintomas deve permanecer em casa até recuperar e deve evitar preparar alimentos para outras pessoas ou visitar lares e o hospital, até 48 horas após a melhoria.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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