Um robô avariou? No Japão já há uma ambulância para o ir socorrer
Os robôs humanoides estão a sair dos laboratórios e a entrar em fábricas, aeroportos e outros locais de trabalho. Mas há uma questão curiosa: o que acontece quando um deles avaria? No Japão, a resposta já existe: chama-se “ambulância para humanoides”.
A ideia parece retirada de um filme de ficção científica, mas é bastante prática. A japonesa GMO AI & Robotics (GMO AIR) criou um veículo especificamente equipado para prestar assistência a robôs humanoides.
A chamada GMO Humanoid Ambulance começou a ser introduzida este mês no Japão e, segundo a empresa, é o primeiro veículo daquele país concebido especificamente para este tipo de serviço.
Visualmente, parece uma ambulância convencional. Contudo, no seu interior encontramos ferramentas, equipamentos de diagnóstico, componentes para substituição e espaço para transportar robôs.
A missão é simples: quando um humanoide sofre uma avaria, a equipa desloca-se ao local e tenta resolver o problema sem retirar o robô de serviço durante muito tempo.
E há um detalhe particularmente interessante: a ambulância transporta um engenheiro especializado em robótica humanoide. São técnicos que trabalham diretamente com estas máquinas e conhecem não apenas o seu funcionamento, mas também os tipos de falhas que podem ocorrer.
Se a avaria puder ser reparada no loca l, o humanoide volta imediatamente ao trabalho. Caso o problema seja mais complexo, o robô é transportado para uma instalação especializada da GMO. Mas a empresa pode deixar um humanoide de substituição no local .
Na prática, funciona de forma semelhante a determinados serviços de assistência técnica empresarial: a prioridade não é apenas reparar o equipamento, mas reduzir ao mínimo o período durante o qual o serviço fica indisponível.
A GMO está, na realidade, a preparar uma infraestrutura que poderá tornar-se necessária à medida que os robôs humanoides forem adotados em maior escala.
Estas máquinas começam a ser testadas em fábricas, armazéns, logística e aeroportos. A própria GMO já colaborou com a Japan Airlines na utilização de humanoides no Aeroporto de Haneda, em Tóquio , nomeadamente para movimentação de carga e operação de equipamentos.
Quanto mais robôs existirem a executar tarefas importantes, maior será a necessidade de garantir a sua disponibilidade.
Um robô parado durante vários dias à espera de peças ou de transporte para uma oficina poderá representar perdas semelhantes às provocadas pela paragem de qualquer outra máquina industrial.
Falamos muito dos avanços da inteligência artificial, das baterias, dos motores, das mãos robóticas ou da capacidade dos humanoides para aprenderem novas tarefas. Mas existe toda uma infraestrutura que terá de nascer à volta destas máquinas.
Manutenção, peças, diagnóstico remoto, seguros, assistência no local, transporte, robôs de substituição e gestão de frotas poderão transformar-se em novos mercados.
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