Putin promete laços mais estreitos com vizinhos da antiga União Soviética
O Presidente russo elogiou hoje a cooperação com países que antes integravam a União Soviética e comprometeu-se a ajudar a reforçar os laços económicos com os mesmos durante a cimeira da Comunidade de Estados Independentes (CEI).
Vladimir Putin afirmou que a CEI, um grupo informal de nações da antiga União Soviética, se tinha tornado uma "estrutura de integração regional de referência", contribuindo para manter "os laços económicos, sociais, culturais e humanitários desenvolvidos" entre estes povos "ao longo de séculos".
Num discurso durante a cimeira da CEI na estância balnear de Avaza, nos arredores da cidade portuária de Turkmenbashi, no Turquemenistão, afirmou que a língua russa "funciona como uma poderosa força unificadora em todo o vasto espaço da Comunidade".
Não fez referência à guerra da Rússia na Ucrânia, mas elogiou a "infraestrutura financeira estável e independente de influências estrangeiras", que atualmente permite este grupo de países "resolver com eficiência muitas tarefas".
A Rússia tem vindo a expandir o comércio com os antigos vizinhos soviéticos, à medida que enfrenta sanções ocidentais devido à guerra na Ucrânia.
Putin afirmou que o comércio da Rússia com os membros da CEI ultrapassou os 110 mil milhões de dólares em 2025, com 90% das transações realizadas em moedas nacionais.
"Isto permite-nos aprofundar a cooperação económica independentemente da influência estrangeira", afirmou.
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que participou na cimeira da CEI na qualidade de observador, juntou-se posteriormente a uma reunião separada dos líderes dos países do Mar Cáspio.
Putin e Pezeshkian mantiveram conversações à margem da cimeira do Turquemenistão na quinta-feira.
"Sabemos que o Irão tem envidado esforços genuínos para resolver o conflito que eclodiu na região, não por culpa sua, não por culpa do Irão, e voltou a apresentar novas propostas para resolver a situação por meios pacíficos", disse Putin a Pezeshkian no início das suas conversações.
"Pela nossa parte, estamos dispostos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para vos ajudar a resolver a situação", acrescentou o líder russo.
Pezeshkian elogiou as relações entre Moscovo e Teerão e agradeceu à Rússia por se opor ao unilateralismo dos Estados Unidos.
Afirmou que os direitos do Irão devem ser respeitados para que o conflito termine.
"Fizemos algumas sugestões, os americanos apresentaram novas sugestões e fizemos alguns ajustes. Assim que estiver tudo concluído, poderemos reunir-nos com os mediadores e finalizar estas sugestões", acrescentou o chefe de Estado iraniano.
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