Infantino e uma "contra-força" que conta com o apoio de Pepe
O cerco a Gianni Infantino está a apertar cada vez mais de um lado, mas agora parece estar a alargar de outro. Nas últimas semanas, antigos presidentes da FIFA, dirigentes, presidentes de federações e jogadores – antigos e atuais – juntaram-se para manifestar, de diversas formas, a sua insatisfação para com a forma como o futebol está a ser conduzido pelo dirigente suíço , ao qual as críticas começaram logo na altura em que apoiou a localização do Mundial-2022, no Qatar. Era ainda uma dissonância controlada – que se descontrolou depois de Folarin Balogun ver uma ausência por acumulação de cartões anulada, depois de Infantino receber um telefonema de Donald Trump, presidente dos EUA, durante o Mundial-2026, com uma localização que fez réplica do que tinha acontecido quatro anos antes.
A polémica dos cartões poderá ter sido esquecida, porque os Estados Unidos acabaram por ser goleados pela Bélgica no jogo perdoado a Balogun. A entrada negada em solo norte-americano ao árbitro somali Omar Artan também. O que não foi esquecido foi, já depois do Mundial, uma proposta efémera de venda de ações do próximo Campeonato do Mundo – que caiu 72 horas depois de ser conhecida –, muito criticada por várias figuras do futebol mundial. Agora, no entanto, surge uma “contra-força” – mais do que Samuel Eto’o – que manifesta o seu apoio ao atual líder da FIFA, também ela composta por figuras do futebol mundial, incluindo uma bem conhecida em Portugal. Pepe integra um grupo de apoiantes de Infantino , composto, entre outros nomes, por Esteban Cambiasso, Javier Zanetti, Pastore, Cafu e Roberto Carlos, que partilhou um manifesto nas redes sociais que aprova a continuação de Infantino na organização que tutela o desporto-rei.
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“Nos últimos dez anos, temos acompanhado de perto o trabalho desenvolvido pela FIFA e pelo presidente Gianni Infantino no sentido de garantir uma verdadeira representação dos jogadores no mundo do futebol – algo que, no passado, não existia. Hoje, os jogadores têm voz e um lugar ativo no nosso desporto, através da participação em comités, projetos e grupos de trabalho. As nossas opiniões são ouvidas e muitas das iniciativas desenvolvidas em benefício do futebol são também construídas a partir das nossas reflexões, ideias, experiências e participação. Sabemos o poder que o futebol tem para transformar vidas, contribuir para sociedades melhores e criar mais oportunidades para pessoas em todo o mundo. E continuamos comprometidos em levar essa esperança cada vez mais longe. Estaremos sempre disponíveis para apoiar a grande evolução que o nosso desporto tem vivido ao longo da última década, contribuindo para que o futebol continue a crescer, a chegar mais longe e a beneficiar pessoas em todos os países onde é vivido e praticado”, lê-se na mensagem partilhada pelos antigos jogadores.
Giovanni Malagò, presidente da FIGC, acrescentou que o organismo continuará a trabalhar “para promover uma ideia de futebol baseada no mérito, na solidariedade, na sustentabilidade e na centralidade dos adeptos ”.
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