Eduardo Bolsonaro é expulso da Polícia Federal após mais de 30 faltas
A ssinado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o despacho justifica a expulsão com a infração disciplinar de abandono do cargo, uma vez que Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o início do ano passado, acumulou mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas ao serviço.
Eduardo Bolsonaro, que ingressou na Polícia Federal em 2010 através de concurso público, encontrava-se de licença especial para exercer as suas funções parlamentares na Câmara dos Deputados.
No entanto, em dezembro de 2025, perdeu o mandato por ter ultrapassado o limite constitucional que proíbe os parlamentares de faltarem a mais de um terço das sessões deliberativas realizadas durante o ano.
Após a perda do mandato, a Polícia Federal determinou, no início de janeiro, o seu regresso "imediato" à instituição para regularizar a situação laboral.
Por não se ter apresentado ao serviço e ter permanecido a residir nos Estados Unidos, onde se instalou alegando ser vítima de perseguição política e judicial, a administração abriu o processo disciplinar que culminou hoje com a sua demissão definitiva.
A situação do irmão do senador Flávio Bolsonaro, principal adversário do atual chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, e candidato ao cargo, torna-se, assim, cada vez mais complicada, uma vez que, na sexta-feira passada, o Supremo Tribunal Federal rejeitou por unanimidade um recurso da defesa e confirmou a sua condenação a quatro anos de prisão em regime semiaberto, além de 12 anos de inelegibilidade, que o impedirão de se candidatar a cargos públicos até 2038.
O antigo deputado foi condenado em meados de junho por ter promovido diligências junto do Governo dos Estados Unidos destinadas a pressionar o poder judicial brasileiro e a impor sanções comerciais ao país, no âmbito das investigações relacionadas com a tentativa de golpe de Estado, que resultou, entre outras decisões, na condenação do pai, Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão.
Após a ação de 'lobby' de Eduardo Bolsonaro, o executivo de Donald Trump impôs uma tarifa aduaneira de 50% sobre parte das importações brasileiras, alegando que o Brasil liderou uma perseguição judicial e política contra o antigo Presidente de extrema-direita, aliado político do Presidente norte-americano.
Apesar da condenação, Eduardo continua a participar ativamente na campanha eleitoral, através das redes sociais, para apoiar o irmão na corrida presidencial de 04 de outubro.
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