Dezenas de migrantes aproximam-se das praias de Ceuta perante possível transferência para centro de acolhimento
Dezenas de migrantes marroquinos que permanecem nas ruas de Ceuta aproximaram-se nas últimas horas dos acampamentos instalados nas praias perante o aviso recebido sobre uma possível transferência para um centro de acolhimento situado no cais de Poniente do porto da cidade.
Segundo pôde constatar a EFE e confirmaram à EFE fontes policiais, estas pessoas estão a chegar às praias de Trampolín e de Benítez perante a possibilidade de ocuparem algumas das vagas disponibilizadas pelo Governo neste novo espaço de acolhimento.
Alguns dos migrantes tinham sido alertados através do telemóvel por outros compatriotas que permanecem nas praias há várias semanas.
Estes migrantes estão a ser informados de que, para serem realojados, têm de estar nestes espaços das praias, daí o aumento da chegada destas pessoas que permanecem noutros locais do litoral, em habitações ou na serra.
A situação ocorre depois de a Audiência Nacional ter rejeitado a medida cautelaríssima pedida pelo Sindicato Unificado de Polícia de Espanha para travar a entrada em funcionamento de um centro de acolhimento para mil migrantes no porto de Ceuta.
Depois de ter travado esta quarta-feira a instalação das referidas estruturas, enquanto aguardava a decisão sobre o pedido cautelar, a Audiência Nacional acabou por rejeitar a medida, assinalando que serão as disposições adotadas pelo ministério espanhol do Interior a determinar as condições de segurança dos agentes e dos próprios migrantes.
O sindicato policial pedia a suspensão cautelaríssima de uma ordem do ministério dos Transportes de 5 de setembro que determina "a utilização de aproximadamente 16 mil metros quadrados da ampliação de Poniente do Porto de Ceuta, para a instalação de um dispositivo temporário de acolhimento de pessoas migrantes, com capacidade aproximada para mil pessoas", até que fosse comprovada a segurança.
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