Apoios ao queijo de São Jorge provoca 'guerra' entre ilhas nos Açores
U ma das iniciativas foi apresentada pelo líder parlamentar do CDS-PP, Luís Silveira, eleito pela ilha de São Jorge, que defendia apoios específicos para a reconversão da produção de leite para carne, devido à elevada quantidade de leite entregue nas cooperativas de laticínios da ilha, que já ronda a capacidade máxima de 30 milhões de litros por ano.
«Defendemos que a reconversão da produção de leite para a produção de carne deve ser controlada, responsável e feita em estreita articulação com o setor cooperativo. Temos de encontrar o equilíbrio necessário. Temos de saber qual é a capacidade de produção e de transformação das nossas cooperativas», sustentou o parlamentar centrista.
Segundo Luís Silveira, é preciso criar apoio à produção de vacas aleitantes (gado de carne), atendendo a que as cooperativas de laticínios não conseguem escoar muito do queijo de São Jorge (que ostenta o estatuto de Denominação de Origem Protegida - DOP), que está armazenado nas fábricas, devido a dificuldades de mercado.
Mas a maioria dos partidos da oposição entende que os produtores de leite das restantes ilhas, também deviam beneficiar deste tipo de apoios, e não apenas os agricultores da ilha de São Jorge, que fabricam um produto de valor acrescentado e já devidamente promovido e valorizado no mercado local, nacional e internacional.
«Para cobrir os problemas estruturais ou circunstanciais que tem, neste momento, o setor leiteiro de São Jorge, alguém teria de ficar com os pés de fora.
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