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Deloitte terá permitido a Abramovich ocultar fortuna e escapar a impostos

SAPO Lifestyle ·
Deloitte terá permitido a Abramovich ocultar fortuna e escapar a impostos

Foram encontradas provas de que documentos financeiros terão sido alterados e retrodatados para ocultar a fortuna de Roman Abramovich e permitir a evasão fiscal.

A BBC , que teve acesso a milhares de documentos relativos às finanças do oligarca e à gestão de uma rede de empresas offshore sediadas no Chipre, entre 1995 e 2022, avança que contas de uma empresa cipriota de Abramovich, relativas a 2003 e aprovadas pela Deloitte em 2006, deixaram de incluir ativos de luxo avaliados em 672 milhões de dólares (cerca de 599 milhões de euros).

Entre os bens que desapareceram dos registos estavam mansões, apartamentos, helicópteros, jatos privados e iates de luxo.

A Deloitte Cyprus terá analisado documentos retrodatados que permitiram transferir os ativos para uma empresa-mãe nas Ilhas Virgens Britânicas, onde as contas não tinham de ser tornadas públicas.

A alteração foi feita para parecer que a transferência tinha ocorrido em 2003, três anos antes da aprovação das contas.

Os documentos revelados pela investigação indicam que, quando a Deloitte aprovou as contas, em 2006, apenas 75 mil dólares (cerca de 67 mil euros) em ativos continuavam registados na empresa cipriota Amiscan Investments.

Segundo a BBC, os documentos internos mostram que a Deloitte considerou os registos retrodatados “adequados” para retirar os bens das contas.

Accountancy firm helped in falsifying documents to evade tax on Roman Abramovich's wealth, BBC finds https://t.co/5C8BN0As1V — BBC News (World) (@BBCWorld) October 12, 2026 Documentos terão permitido evitar milhões em impostos A investigação identificou ainda indícios de que documentos falsificados terão sido utilizados para evitar o pagamento de impostos sobre os juros gerados por fundos depositados numa segunda empresa cipriota de Abramovich, a Kravin Investments.

Em 2003, a empresa tinha quase dois mil milhões de dólares (cerca de 1,78 mil milhões de euros) no banco e recebia montantes avultados em juros, sobre os quais deveria pagar impostos às autoridades cipriotas.

Um email enviado pela MeritServus, em agosto de 2005, aos associados russos de Abramovich indicava que tinha sido concebido um plano após uma reunião com a Deloitte.

A mensagem referia a necessidade de alterar as demonstrações financeiras e os registos contabilísticos relativos a 2003 e 2004.

Um mês depois, um dos associados respondeu: “Concordo”.

De acordo com os documentos consultados pela BBC, a MeritServus criou posteriormente vários registos retrodatados que davam a entender que a Kravin Investments apenas detinha e investia os fundos em nome da empresa-mãe, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Desta forma, a empresa cipriota aparentava não ser a proprietária do dinheiro e, consequentemente, não tinha de pagar impostos sobre esses rendimentos no Chipre.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.

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