Caças polacos voltam a ser colocados em alerta face a ataques russos
"E sta manhã, mais uma vez, caças polacos foram colocados em alerta para patrulhar o espaço aéreo polaco, e os sistemas de defesa aérea foram ativados", disse o ministro da Defesa, numa mensagem nas redes sociais.
Wladyslaw Kosiniak-Kamysz acrescentou que todos os dias, "e até mesmo várias vezes por dia durante o seu período de vigilância", os pilotos e soldados polacos "estão prontos para defender a Polónia".
Anteriormente, o Comando de Operações das Forças Armadas Polacas detalhou que a operação de vigilância aérea no seu espaço aéreo foi concluída sem que tenha sido registada qualquer violação.
As autoridades militares polacas justificaram este reforço de vigilância com a segurança do território polaco durante os ataques aéreos russos contra alvos na Ucrânia.
Na quinta-feira, milhares de alunos de várias escolas e funcionários de edifícios governamentais, incluindo a câmara municipal de Rzeszów, no leste do país, foram retirados no seguimento de um alerta de ataque aéreo russo junto da fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, a apenas cerca de cem quilómetros desta cidade de 200 mil habitantes
De acordo com o Centro de Segurança do Governo, os residentes das províncias orientais de Lublin e Subcarpátia receberam uma mensagem nos seus telemóveis a alertá-los para um "ataque aéreo".
A mensagem pedia aos habitantes que "procurassem um local seguro e seguissem as instruções das autoridades", devido a um ataque com drones realizado pela Rússia perto da passagem fronteiriça de Dorohusk-Yahodyn.
No passado fim de semana, o alarme espalhou-se pela Polónia após vários ataques de drones russos no oeste da Ucrânia, a poucos quilómetros da fronteira.
Um drone atingiu um comboio e outro atingiu um posto de abastecimento de combustível perto da passagem fronteiriça de Dorohusk, que teve de ser evacuada.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, alertou na quinta-feira que os planos da Rússia para a guerra contra a Ucrânia incluem "ataques híbridos" com drones e mísseis contra os aliados de Kyiv.
"O plano russo, segundo as avaliações dos serviços de informação, inclui ataques híbridos com drones e mísseis contra países que apoiam a Ucrânia, incluindo a Polónia", afirmou o líder polaco num discurso no parlamento.
Na sua intervenção, o chefe do Governo avisou para "um risco real" de que drones russos "possam cair no território de um ou mais países na fronteira leste da NATO" e para a probabilidade de a "narrativa oficial" do Kremlin justificar "que se tratou de um acidente".
O objetivo da Rússia é "enfraquecer a coesão geral da NATO" e convencer os estados-membros de que o artigo 5.º do tratado da Aliança Atlântica sobre proteção mútua "é mais teórico do que prático", continuou Tusk.
Segundo uma proposta preliminar do Ministério da Defesa, as autoridades de Varsóvia planeiam convocar mais de 300 mil reservistas e recrutas, tanto profissionais como voluntários, em 2027.
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