Mulher de Nova Iorque acusada por planear ataque a Capitólio estadual
J essica Bowie, de 35 anos, esteve sob vigilância durante mais de um mês, enquanto comunicava com pelo menos um informador confidencial que se fazia passar por facilitador do grupo terrorista Estado Islâmico, segundo a acusação.
Operacionais do FBI sob disfarce deram a Bowie meios, financeiros e materiais, para realizar o ataque.
A acusada foi detida ao sair de uma reunião com armas numa mala, disseram as autoridades.
John Sarcone, primeiro advogado assistente para o Distrito Norte de Nova Iorque, considerou o alegado plano como "um ataque à própria democracia".
Segundo documentos do tribunal, Bowie converteu-se ao Islão há cerca de cinco anos.
Agentes contraterrorismo do FBI identificaram várias contas online ligadas a Bowie nas quais expressava desde maio apoio ao terrorismo; a partir de 16 de julho, Bowie queria realizar um ataque ao Capitólio do estado de Nova Iorque, refere a queixa criminal.
A mulher terá pedido lições a um informador sobre como construir um dispositivo explosivo, fez pelo menos cinco viagens aos terrenos do Capitólio para planear onde poderia ser mais eficaz detonar um explosivo e examinou as medidas de segurança, enquanto estava em contacto com múltiplos informadores, disseram as autoridades.
"A senhora Bowie não planeava apenas matar legisladores, queria uma completa perturbação do nosso governo", afirmou Craig L. Tremaroli, agente especial responsável pela delegação do FBI em Albany.
Bowie tinha considerado tornar a Câmara Municipal de Albany um alvo, mas optou pelo Capitólio e focou-se especificamente nos senadores estaduais, porque fazem leis que ela considerava ofensivas para o Islão.
O gabinete da governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, afirmou em comunicado na quinta-feira que o estado tinha tomado medidas no início deste ano para reforçar a segurança de todo o governo estadual, incluindo no Capitólio, devido ao aumento nacional da violência política e das ameaças contra funcionários públicos.
"Embora não haja uma ameaça imediata neste momento, continuaremos a trabalhar de perto com os nossos parceiros das forças da lei para proteger os nova-iorquinos e manter as nossas comunidades seguras", escreveu.
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