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Mãe e padrasto detidos após submergirem, agredirem e medicarem bebé

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Mãe e padrasto detidos após submergirem, agredirem e medicarem bebé

U ma mulher de 20 anos foi detida, na segunda-feira, na sequência de uma investigação policial depois de o filho, de apenas um ano, apresentar ferimentos graves ao ser hospitalizado em São João da Boa Vista, no interior do estado brasileiro de São Paulo. O padrasto do bebé, de 33 anos, também foi detido. O menino, que chegou a estar em paragem cardiorrespiratória e sofreu um traumatismo craniano , está agora com o pai.

Segundo a imprensa brasileira, o episódio mais grave aconteceu a 19 de junho, quando o menino foi hospitalizado depois de, alegadamente, ter sofrido uma queda da cama. Face à gravidade dos ferimentos e aos exames feitos ao bebé, os médicos desconfiaram de que se tratasse apenas de uma queda e as autoridades foram acionadas.

Mãe e padrasto estão agora detidos, mas as agressões à criança duraram pelo menos quatro meses. O casal está detido sob suspeitos de tortura, mas também de tentativa de homicídio.

Para além de a investigação ter mostrado que o bebé sofria agressões há quatro meses, foram detalhadas as formas como este casal torturava a criança. Segundo o g1, a polícia encontrou mensagens nos telemóveis do casal que indiciavam as agressões. O bebé terá sido sufocado e a sua cabeça terá sido submersa em água quente. A criança seria ainda vítima de privação do sono e ingeria medicamentos sem prescrição médica.

Uma colher de pau usada para agredir a criança foi também apreendida - assim como uma arma de choques, algemas, uma arma falsa e outros objetos não detalhados pelo g1.

O pai da criança, que preferiu não identificar-se, contou ao g1 que soube que o filho estava internado através de um telefonema feito pela antiga sogra. "Chorei bastante, chorei bastante. Pedi muito a Deus para salvar ele, sabe? Agora ele está bem, está brincando, está falando" , contou.

À publicação, este homem explicou que tentou durante os últimos meses encontrar o filho, mas que a mãe estava sempre a dificultar os encontros. "Ela falava que não tinha como, que ele ia sair, ia para uma chácara [propriedade rural], que o irmão dela ia ficar. Só que era tudo mentira" , contou.

Conta este homem que nunca das vezes em que conseguiu estar com o filho percebeu que este estava magoado no rosto e numa das mãos. Questionada sobre esses ferimentos, a mãe ter-lhe-á dito que o menino tinha caído em cima de um brinquedo e que se tinha queimado na sopa. O pai, que tem agora a guarda provisória, está na justiça para conseguir a guarda definitiva e uma forma de afastar a criança da mãe e do padrasto, que devem permanecer detidos até serem julgados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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