17h. André Ventura reitera que MAI não tem "condições"
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Jornal das 5, com edição da Laura Figueiredo. André Ventura reitera que o Ministro da Administração Interna não tem condições políticas para continuar no cargo e acusa Luís Montenegro de estar comprometido com esta situação.
O líder do CHEGA apela ao Primeiro-Ministro para que tome rapidamente a decisão de demitir Luís Neves. Diz que é uma questão de decência democrática. André Ventura afirma que o CHEGA, enquanto o maior partido da oposição, já fez a sua parte ao falar com o Presidente da República e ao pedir a Comissão Parlamentar de Inquérito, acusou o Primeiro-Ministro assim de não ter mão sobre Luís Neves.
O que se passa com Luís Neves é gravíssimo. Nós já fizemos a nossa parte. Lançámos uma comissão parlamentar de inquérito, pedimos ao Parlamento que faça um voto de exoneração do ministro Luís Neves. Falei com o Presidente da República, pessoalmente, sobre a gravidade da situação. Se o Primeiro-Ministro, por qualquer motivo que eu desconheço, está comprometido, com algum grau de cumplicidade e que não tem mão de autoridade sobre o ministro Luís Neves, então não tem autoridade sobre o país. Isto é mesmo uma questão central de democracia, não tem nada a ver sequer com partidarite.
Declarações de André Ventura há pouco em Évora. Diz também que António José Seguro concorda com a demissão de Luís Neves, visto que o Presidente da República disse que cada um tem que assumir as responsabilidades perante as suspeitas.
O Ministro da Educação nega que o aumento do número de alunos colocados no ensino superior esteja relacionado com a subida dos pedidos de reapreciação dos exames nacionais.
Entre os mais de 60 mil candidatos, perto de 50 mil entraram no ensino superior, o que representa um aumento de cerca de 6 mil alunos face ao ano passado. Ora, o ministro explica que esta subida está relacionada, sobretudo, com a reposição de regras de acesso, alteradas em 2024 pelo Governo Socialista, e não com os pedidos de reapreciação dos exames nacionais.
Eu não penso que isso seja relevante. Aliás, nas reapreciações, aquilo que aconteceu, a taxa dos alunos que subiram a sua classificação foi próxima daquilo que acontecia. Foi um pouquinho mais alta, mas é preciso dizer, com este sistema de avaliação que agora temos, acontece algo que não acontecia anteriormente: é que agora nós tivemos alunos que tiveram 9,4, por exemplo, enquanto que nos anos anteriores essa nota não costumava existir. Só por aí é que eu vejo um efeito da reapreciações. A grande mudança é, de facto, passarmos das duas provas mínimas de ingresso para uma prova mínima, que era o que existia até 2024, e por isso os números ficaram alinhados com aquilo que existia em 2024.
Para o Ministro da Educação, não foi uma surpresa.
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