Morreu Joaquim Letria, uma das figuras marcantes do jornalismo português no pós-25 de abril
O jornalista e escritor Joaquim Letria morreu esta sexta-feira, aos 82 anos.
Fundador de publicações como O Jornal, Tal & Qual e a revista Sábado, foi uma das figuras marcantes do jornalismo português nas décadas que se seguiram à Revolução de Abril.
Nascido em Lisboa a 8 de novembro de 1943, começou a trabalhar no Diário de Lisboa em 1963, passando depois pela revista Flama e pelo Rádio Clube Português.
A carreira levou-o também ao estrangeiro, como repórter da agência norte-americana Associated Press e correspondente da agência alemã DPA.
Mais tarde, mudou-se para Londres, depois de ter sido selecionado para a BBC.
Regressou a Portugal em 1974, após a revolução, para dirigir a informação da RTP.
Nesse ano, recebeu o Prémio da Imprensa na categoria de Televisão, atribuído pela Casa da Imprensa.
A televisão continuaria a ocupar um lugar importante no seu percurso.
Nos anos 80, criou e apresentou programas como Directíssimo e Tal & Qual.
Em 1975, participou na fundação de O Jornal.
Cinco anos depois, esteve na origem do semanário Tal & Qual, que chegou a atingir vendas de 200 mil exemplares.
Joaquim Letria foi também presidente do Sindicato dos Jornalistas e porta-voz do Presidente da República Ramalho Eanes, funções que desempenhou até 1986.
Ao longo de mais de duas décadas, lecionou jornalismo e comunicação em várias instituições de ensino superior, contribuindo para a formação de novas gerações de profissionais.
Além do trabalho na imprensa e na televisão, publicou vários livros, deixando um percurso que atravessou diferentes formas de comunicar e contar a atualidade. em atualização
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