Ex-agente da PSP acusado de liderar rede de droga fica em silêncio
E ste antigo polícia, que está em prisão preventiva – medida de coação mais gravosa -, está acusado de tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais.
Além deste suspeito, o processo tem mais 12 arguidos, dois dos quais estão em parte incerta.
Segundo a acusação do Ministério Público (MP), este grupo importava droga, nomeadamente do Brasil, escondida em máquinas agrícolas ou em cascos de navios cujo destino era o Porto de Leixões, em Matosinhos, distrito do Porto.
Quando a droga vinha dissimulada nos cascos dos navios eram, depois, contratados mergulhadores para a retirarem do local, acrescentou.
O alegado grupo sabia sempre onde estava a droga, dado que, junto daquela, vinham localizadores de GPS, assinalou.
"Em causa está uma estrutura criminosa organizada, com ramificações na América do Sul, que se encarregava da importação, transporte e entrega das substâncias ilícitas. O grupo, considerado perigoso, era temido pelos seus métodos violentos e pelo uso de armas de fogo", adiantou, na ocasião, a PJ.
Hoje, em tribunal, um dos dois arguidos que quis falar perante o coletivo de juízes disse que alguns dos factos descritos na acusação não correspondem àquilo que se passou, nomeadamente a colocação de droga num trator.
Além disso, o arguido revelou só conhecer quatro dos arguidos envolvidos no processo e, todos, por motivos profissionais.
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