Estoril Conferences e o turismo da academia e da reflexão
Em 2009, ano em que Barack Obama assumiu a presidência dos EUA, recebeu o Nobel da Paz, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de gripe A, Cascais organizava, pela primeira vez, as Conferências do Estoril.
A décima edição acontece já na próxima semana, em tempos muito diferentes mas igualmente férteis para o debate internacional a que a Câmara Municipal de Cascais, a Nova SBE e a NOVA Medical School se propõem a cada dois anos.
“Reignite Democracy – Where Everyone Is a Part Of” é o mote do evento, que receberá meia centena de oradores convidados para discutirem sobre os temas que marcam a atualidade.
Há um aspeto simbólico que marca a realização do evento: a 10.º edição das Conferências doEstoril decorre no ano em que Cascais é Capital Europeia da Democracia.
“É um título que foi atribuído a Cascais por milhares de cidadãos da Europa.
É também em salas e em debates, como as Conferências do Estoril que se vive e se pratica a democracia”, afirmou Nuno Piteira Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, em entrevista ao JE.
Financiado pelo Turismo de Cascais, o evento tem servido de plataforma de promoção do concelho, que goza de um turismo que vai além das praias e dos parques naturais.
É um turismo “ligado à academia, à reflexão e ao pensar, em que queremos continuar a apostar”.
Na autarquia há vários mandatos, esta é, contudo, a primeira edição a que Nuno Piteira Lopes irá como Presidente da Câmara.
Em 2021, a conferência deixou de ser “exclusivamente de reflexão política, de pensamento, e passar também a ser também com relevância académica e científica, uma vez que faz parte, inclusivamente, do próprio currículo da universidade Nova SBE”, explica.
Do lado da instituição universitária, Pedro Oliveira diz ao JE que o tema desta edição “resulta de uma reflexão estratégica entre as três entidades organizadoras”.
“Nessa reflexão procurámos identificar os desafios internacionais mais relevantes e aqueles para os quais as Conferências podem trazer um contributo diferenciador”, analisa.
“Nesta edição, houve um alinhamento de vontades na escolha de Reignite Democracy – Where Everyone Is a Part Of, valorizando o contributo de cada instituição nas suas principais áreas de conhecimento e intervenção.
O tema desenvolve-se em torno de cinco pilares fundamentais: Política; Educação; Saúde e Resiliência; Inteligência Artificial e Tecnologia; Paz Global”, acrescentou, sublinhando que o programa segue três princípios editoriais claros: relevância internacional, diversidade de perspetivas e contributo efetivo para as questões que queremos debater.
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