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Portugal

Pai dado como morto e Lian como órfão. O "milagre" do Elevador da Glória

Notícias ao Minuto - País ·
Pai dado como morto e Lian como órfão. O "milagre" do Elevador da Glória

E stá prestes a fazer um ano daquela que foi a maior tragédia dos últimos anos em Lisboa. O histórico Elevador da Glória descarrilou e na sequência do acidente morreram 16 pessoas e outras 24 ficaram feridas. As vítimas são de 15 nacionalidades diferentes.

Entre as várias histórias que fizeram manchetes naqueles primeiros dias de setembro do ano passado, constam a de uma família alemã, que no seu país ficou conhecida como a "família milagre".

Recorde-se que jornais fizeram notícias com a história de um bebé que sobrevivera ao acidente, mas cujo pai morrera e a mãe estaria gravemente ferida, temendo-se que a criança fosse ficar órfã. A história viria a revelar-se diferente e, apesar das sequelas, todos sobreviveram e agora, pela primeira vez, recordam o que se passou.

Adrian, Gülbahar e o filho Lian, de 3 anos, estavam de férias em Portugal quando tudo aconteceu. A família usufruía do seu primeiro dia de férias, que visava assinalar os quatro anos de casamento, quando subiram ao Elevador da Glória.

A família tinha ido almoçar fora e tencionava comer ainda a sobremesa, mas com a criança a ficar inquieta, decidiu que o melhor seria voltar ao hotel. O casal pretendia regressar a pé, mas na tentativa de tornar o percurso de volta mais rápido decidiram apanhar o veículo de transporte da Carris, recordam ao jornal Expresso e ao alemão Der Spiegel.

Adrian e Gülbahar dizem não ter ouvido qualquer barulho do cabo a partir, apenas “o barulho habitual de uma carruagem antiga”. Porém, ao verem o ar assustado do condutor do elevador e a forma como este, repentinamente, começou a ganhar velocidade, perceberam que algo não estava bem.

"Íamos tão depressa que as outras pessoas já não conseguiam agarrar-se. Era como uma queda livre", afirmam.

Gülbahar afirma que terá perdido os sentidos durante o susto e acabou por acordar já com o choro do filho, após o embate.

“O Lian estava coberto de sangue. Havia pó por todo o lado. Estava tudo enevoado, como num deserto. Em cima de mim estavam as pernas de duas mulheres. Tinha a boca cheia de pedras e de pó. Não conseguia mexer-me [...] Depois, virei a cabeça. À minha direita estava o meu marido, imóvel. Tinha um homem morto em cima dele, com um enorme pedaço de metal espetado no pescoço. O meu filho estava sentado ao lado, a gritar desesperadamente", recorda a mulher, afirmando que em pouco tempo um socorrista levava Lian nos braços, enquanto esta pedia por ajuda e pelo marido, e a criança gritava que o pai estava morto.

A história de Lian correu mundo, levando muitos a crer que a criança seria a única sobrevivente da sua família. Os pais de Adrian, de 44 anos, chegaram mesmo a ser visitados pela polícia alemã, para os informar da morte do filho. Davam conta de que a mulher estava em estado crítico e que a criança estava sozinha.

Afinal, todos sobreviveram e Adrian, que foi colocado em coma induzido após o acidente, passou ao lado da notícia da sua morte.

Gülbahar sofreu sequelas físicas e ainda hoje precisa de muletas para se movimentar. A família diz não esquecer o trauma, mas apesar disso não guarda raiva de Portugal.

O mesmo não dizem das entidades portuguesas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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