China acusada de ajudar Rússia na modernização de drones
As autoridades ucranianas acusam a China de ajudar a Rússia a modernizar a versão russa dos drones Shahed — os Geran — usados em ataques contra a Ucrânia, avançam funcionários de Kiev ao Wall Street Journal .
Antigamente, os drones Shahed, apesar de serem iranianos, tinham componentes fabricados no Ocidente , mais concretamente microcontroladores do Texas, reguladores lineares da Suíça e motores alemães Limbach L 550 E, estes últimos, obtidos em 2007 através de intermediários. Em 2017, uma empresa chinesa adquiriu a companhia que fabricava os Limbach L 550 E.
No entanto, segundo Oleksandr Zaruba, investigador sénior do Governo ucraniano, os drones atuais têm novos componentes, como antenas, modems e cartões SIM “para corrigir rotas de voo através do uso de redes locais”. Estes componentes são provenientes da China, sendo que alguns drones vinham equipados com armas antiaéreas, refere.
“Alguns dos drones foram encontrados equipados com armas antiaéreas, o que os tornaria uma ameaça muito maior para os aviões e helicópteros usados para os abater”, refere o Wall Street Journal.
Em julho, Volodymyr Zelensky tinha afirmado que os novos drones russos, usados desde um ataque a 2 de julho, eram movidos a turbojato e eram mais difíceis de ser intercetados. A empresa chinesa Telefly Telecommunications Equipment é diretamente nomeada pelo Governo ucraniano como a fabricante destes motores.
A Telefly fabrica equipamentos para computadores, mas também microturbojatos, que são pequenos motores usados em drones, refere o Wall Street Journal. Após a acusação do Governo ucraniano, a secção sobre turbojatos que constava na página da empresa em inglês desapareceu , sublinha o jornal.
Em 2022, o Irão e a Rússia assinaram um acordo no valor de 324 milhões de dólares (277,6 milhões de euros) para o fornecimento de mais de 13 mil drones Shahed e equipamentos de produção, lembra o Moscow Times .
Em agosto deste ano, o The Telegraph noticiou que a Rússia tinha construído dez bases secretas de lançamento de drones de longo alcance capazes de atacar territórios da NATO. As instalações foram construídas junto das fronteiras da Rússia com a Bielorrússia e a Ucrânia e em territórios ucranianos ocupados por Moscovo — duas delas na Crimeia e uma terceira no aeroporto de Donetsk.
Rússia construiu dez bases secretas de drones capazes de atacar a NATO
[De regresso a Portugal, Carvalhão Gil garante que não se vendeu aos russos e que nem sequer sabia que o homem com quem foi detido trabalhava para o SVR. Para ele, era só um “parceiro de negócios”. Mas as buscas às casas do espião contam uma história diferente: a PJ encontra milhares de euros escondidos em casacos, gavetas e envelopes; dezenas de documentos secretos espalhados pelas várias divisões; e até um revólver dissimulado numa estante. Já está disponível o quinto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”. Pode ouvir no site do Observador , na Apple Podcasts , no Spotify e no YouTube .]
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