A construção pode ser mais sustentável?
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Sejam bem-vindos. Começa aqui mais um episódio do podcast "Empresas em Transformação". Esta é uma parceria entre o Novo Banco e o Observador. Nesta série falamos do que está a mudar no mundo das empresas, com novos padrões, novas exigências ambientais e sociais. Hoje falamos de imobiliário, de real state e do que pode ser feito para construir mais com menor impacto ambiental. E vamos fazê-lo com João Crispim, head of corporate ESG do Grupo Casais, com Artur Varum, que é CEO da Civilria, e Ana Oliveira, que é diretora do Real Estate Financing do Novo Banco. O meu nome é Paulo Ferreira. É um gosto tê-los aqui. Obrigado por estarem conosco. João Crispim, deixe-nos começar por si, Grupo Casais. Construção diferente daquilo que é habitual e já nos pode explicar como é que vocês fazem. Fala-se muito de facto, da urgência em reduzir a pegada de carbono. Como é que a construção industrializada que vocês fazem e que é feita com métodos off-site, isto é, fora do local onde o imóvel vai ser instalado, como é que isso, na prática, ajuda a construir mais com menos emissões?
Obrigado pelo convite. De facto, a construção industrializada tem uma certa ideia na cabeça das pessoas, mas é exatamente como disse, levamos vários processos de construção para um local fora da obra. Isso tem várias vantagens, nós temos na construção um problema claro, que é um problema de falta de mão de obra. E um número interessante é que desde 2008, quando houve aquela crise, nós perdemos mais de um terço do número de pessoas a trabalhar no setor. E, portanto, também o que nós vimos foi um abrandamento muito substancial da construção e que ainda não voltou.
Aliás, o problema da habitação que vamos discutir todos os dias tem um pouco a raiz aí.
É exatamente isso. Nós compreendemos também a necessidade sempre de falar nas questões do preço, por exemplo, mas nós sentimos também a habitação fora do alcance de muitas pessoas, mas também muita parte desta questão da formação de preço tem a ver com a capacidade. Nós não conseguimos construir o suficiente e muitas vezes não conseguimos no prazo e temos riscos por causa, nomeadamente, da falta de mão de obra. Estamos a falar de uma falha de cerca de um terço de mão de obra, face a 2008. São pessoas que entretanto se reformaram ou saíram do país. Também existem temas de atratividade do próprio setor da construção, um setor que era tradicional, e os encarregados, que são obviamente elementos essenciais na construção e que tiveram aprendizagem ao longo de muitos anos, décadas mesmo, estão a chegar à idade da reforma e não têm jovens para os substituir. Temos a necessidade de conseguir atrair mais pessoas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.