STT pode encerrar, levantando preocupações sobre pluralismo mediático
Questionado pela Lusa, a mesma fonte refere que "o possível encerramento da STT levanta preocupações legítimas no que diz respeito ao pluralismo dos media e o acesso a informações confiáveis".
Contudo, a procura "pelos serviços da STT diminuiu significativamente nos últimos anos, à medida que empresas de media finlandesas desenvolveram as suas próprias operações de notícias digitais e passaram a suprir suas necessidades por outros meios", explica.
Muitos dos clientes da STT "já reduziram sua dependência da agência [de notícias] e estão cada vez mais aptos a obter conteúdo por meio de outros canais", prossegue.
Contudo, "algumas organizações jornalísticas mais pequenas dependem mais da cobertura noticiosa nacional e internacional, reconhecidamente confiável, oferecida pela STT".
Portanto, "o fecho da STT representaria um retrocesso para o cenário de media finlandês e para a disponibilidade de informações fidedignas", salienta o porta-voz.
Segundo o ministério, os mecanismos de apoio ou auxílio público não podem substituir a necessidade de um modelo de negócios viável.
"A STT precisaria adaptar-se às mudanças" daquilo que os clientes querem e, isso, "por sua vez, exigiria proprietários comprometidos, dispostos a apoiar a transformação necessária a longo prazo".
Nos últimos anos, "a STT recebeu auxílios estatais pontuais", mas continuou a enfrentar desafios estruturais significativos, uma vez que a procura por seus serviços tradicionais de agência de notícias permaneceu em declínio, refere a mesma fonte.
Em última análise, "cabe aos acionistas da STT decidir se estão dispostos a investir na empresa, apoiar sua transformação e comprometer-se com seu desenvolvimento a longo prazo".
Sobre a possibilidade da STT passar para a alçada estatal, apesar de ser algo discutido, não parece viável.
"No entanto, por si só, ela não resolveria os desafios subjacentes relacionados ao declínio, a longo prazo", da procura dos serviços tradicionais de agências de notícias na Finlândia.
Além disso, "o Estado não é o acionista mais adequado para desenvolver e gerir um negócio de media comercial", considera.
A questão central é que, caso a STT continuasse deficitária, o Estado poderia acabar por ter de "cobrir prejuízos repetidamente", em vez de criar condições necessárias para a sustentabilidade a longo prazo, aponta o porta-voz.
Aliás, o Estado finlandês "já desempenha um papel relevante no mercado de media através da emissora pública (Yleisradio)".
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