O que se passa com a LVMH? Ações caem e Bernard Arnault já não está entre os 10 mais ricos do mundo
Desde a pandemia de Covid-19, em 2020, que as ações do grupo LVMH, o maior conglomerado de luxo do mundo, não caíam para um valor tão baixo.
Ao mesmo tempo, Bernard Arnault, fundador e presidente executivo do maior conglomerado de marcas de luxo do mundo, saiu da lista dos 10 maiores multimilionários do mundo , segundo os dados recolhidos pela Bloomberg .
“Os investidores têm vindo a abandonar o maior grupo de bens de luxo do mundo”, diz a publicação.
Ao crescimento mais lento que se vem assistindo (a favor de mais experiêncas únicas e exclusiva), soma-se a questão da sucessão de Bernard Arnault.
No início do ano, apesar dos pedidos de alguns acionistas , não foi assunto para apresentação de resultados de 2025.
Mas na assembleia-geral, meses depois, cada um dos cinco filhos subiu ao palco para falar sobre o seu trabalho no grupo LVMH.
Bernard Arnault tem cinco filhos: Delphine e Antoine do primeiro casamento; Alexandre, Frédéric e Jean do segundo.
As dúvidas sobre o futuro do grupo, e a sua liderança, aumentaram este verão quando o patriarca decidiu responder a uma série de artigos do jornal francês Le Monde para negar tensões familiares .
As palavras do patriarca não acalmaram o mercado e as recentes notícias de disputas familiares no grupo Essilor Luxottica trouxeram de novo para a ordem do dia as disputas familiares em torno de heranças .
Quem vai suceder a Bernard Arnault na LVMH? Ler Mais A Bloomberg nota que a LVMH entrou em 2025 a celebrar os 130 anos do monograma Louis Vuitton e a abrir um hotel pop-up em Londres para assinalar a efeméride.
JW Anderson passava a liderar a Dior, substituindo Maria Grazia Chiuri (agora na Fendi) e deixando espaço para a dupla Proenza Schouler na Loewe.
O último ano não tinha sido de crescimento mas as receitas do segundo semestre eram animadoras.
Os acionistas penalizaram a LVMH em bolsa após a apresentação de resultados e, entretanto, a guerra entre EUA e Irão que veio perturbar os gastos de luxo no Médio Oriente .
A recuperação do consumo na China não aconteceu, está estagnado (e continua), e, ao mesmo, “a LVMH está também a lidar com as consequências de ter vencido uma disputa de marca registada contra um produtor de chá na cidade chinesa de Suzhou, que desencadeou uma reação patriótica”, refere a Bloomberg.
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