Terminou o festival que parou o Rio de Janeiro. Fica a pergunta: há novidades a caminho de Portugal?
Terminou este domingo, 13 de setembro, mais uma edição do Rock in Rio, no Rio de Janeiro. Tal como no primeiro fim de semana de espetáculos, este também ficou marcado pela chuva, num ano em que o fenómeno climático El Niño tem provocado condições meteorológicas adversas em várias regiões do Brasil. Mas nem a chuva travou as cerca de 700 mil pessoas que passaram pelo evento que, durante sete dias, parou a cidade. Estradas fechadas, com acessos reservados a moradores, e um circuito de transportes criado de propósito para levar os festivaleiros até à Cidade do Rock, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, na região da Barra da Tijuca. No Rock in Rio, nada parece ser deixado ao acaso.
A CNN Portugal testemunhou essa operação no dia em que Elton John e Gilberto Gil subiram ao principal palco do festival, a 7 de setembro. O transporte especial do BRT Expresso Rock in Rio, feito de autocarro e com viagem de ida e volta, custou 29 reais, cerca de cinco euros. Já a entrada no recinto custou 870 reais, aproximadamente 147 euros, com desconto para quem tem direito a meia-entrada, como estudantes, professores e profissionais da educação e seniores, entre outros.
São 385 mil metros quadrados, 90 mil dos quais com relva sintética. Seis palcos, cinco atrações de diversão, da montanha-russa a uma capela para casamentos ao estilo de Las Vegas, restaurantes, áreas de convivência e mais de 1300 casas de banho. Um espaço à medida da dimensão do Rio de Janeiro. Mas o que mais impressionou foi mesmo o novo Palco Mundo. Uma estrutura cenográfica de grandes dimensões, com uma arquitetura modular e uma ampla área de LED integrada, capaz de criar diferentes ambientes visuais ao longo dos espetáculos.E foi precisamente aí que começou a surgir a pergunta: será que o novo palco vai atravessar o Atlântico para a próxima edição do Rock in Rio, em Lisboa?
“Temos de ver se a gente tem tempo”, brincou Roberta Medina, enquanto fazia o gesto de dinheiro. Em entrevista ao portal Sapo, a vice-presidente da Rock World, empresa responsável pelo evento, falou num possível investimento, mas sem garantir que a estrutura será montada em território português, afirmando que a dimensão do mercado brasileiro permite algumas ousadias que, em Portugal, ainda não são possíveis.
Num ano marcado por um cartaz eclético e por seis dias esgotados em sete, houve também artistas que se destacaram mais do que outros. O portal brasileiro G1 classificou os melhores e os piores concertos, tendo em conta “a relevância, talento de cada artista, a apresentação no festival, reação da plateia, escolha do setlist, execução das músicas e parte técnica da performance”. Elton John foi considerado o melhor concerto, no regresso ao Brasil 11 anos depois. Já o rapper norte-americano Nelly ficou com a distinção de pior atuação, devido à pouca criatividade e à dificuldade em conquistar o público.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.