Estados Unidos têm armas no espaço afirma Força Espacial do país
NASA’s Space Launch System rocket launches carrying the Orion spacecraft with NASA astronauts Reid Wiseman, commander; Victor Glover, pilot; Christina Koch, mission specialist; and CSA (Canadian Space Agency) astronaut Jeremy Hansen, mission specialist on NASA’s Artemis II mission, Wednesday, April 1, 2026, from Operations and Support Building II at NASA’s Kennedy Space Center in Florida. NASA’s Artemis II mission will take Wiseman, Glover, Koch, and Hansen on a 10-day journey around the Moon and back aboard SLS rocket and Orion spacecraft launched at 6:35pm EDT from Launch Complex 39B. Photo Credit: (NASA/Bill Ingalls) Jornal Económico com Lusa 15 Setembro 2026, 01h05
Os Estados Unidos têm armas colocadas em órbita, informou na segunda-feira a US Space Force, o ramo das forças armadas americanas dedicado ao espaço, confirmando pela primeira vez a presença de tais capacidades militares dos Estado Unidos.
“Os Estados Unidos têm sistemas de controlo espacial armados em órbita capazes de defender a força interarmas contra ações hostis de adversários”, declarou um porta-voz da US Space Force em comunicado, sem especificar a natureza desses armamentos.
De acordo com este texto, “o controlo espacial” abrange todas as missões relacionadas com a luta pelo domínio do ambiente espacial, através de meios “cinéticos e não cinéticos” que podem afetar as capacidades adversárias. Capacidades que “podem ser usadas tanto para fins ofensivos como defensivos”.
A US Space Force justifica este desdobramento pela presença dos seus dois principais rivais geopolíticos.
A China, sublinha, “desenvolve e implementa capacidades espaciais e contra espaciais no âmbito de uma estratégia de modernização militar”, enquanto a Rússia “considera o espaço como um domínio de combate e acredita que a supremacia espacial será um fator decisivo em futuros conflitos”.
A militarização do espaço é quase tão antiga quanto a própria conquista espacial: desde o lançamento do Sputnik em 1957, Washington e Moscovo exploraram diferentes formas de armar satélites e neutralizar os do adversário.
A principal preocupação dizia respeito antigamente às armas nucleares no espaço, mas as superpotências, juntando-se a outros Estados, assinaram em 1967 o Tratado sobre o Espaço Extra-atmosférico, que proíbe o desdobramento de armas de destruição em massa em órbita.
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