UNEF. Governo propõe subsídio de 160 euros, mas protestos mantêm-se
E ste suplemento especial já tinha sido anunciado no final de junho, mas o ministério da Administração Interna (MAI) decidiu hoje subir o valor da proposta, fixando o suplemento nos 160 euros para já e nos 230 para janeiro de 2027.
No final da reunião, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, explicou à Lusa que o suplemento apresentado para a UNEF anula o suplemento de patrulha, uma vez que não é possível receber os dois, e que o valor é igual para todas as carreiras - agente, chefe e oficial.
A ASPP/PSP, que é o sindicato da PSP com mais associados, criticou a proposta do Governo, referindo que a mesma "foi um pouco vazia" e garantiu que não vai aceitar a proposta do Governo e que os protestos agendados para dia 28 de setembro no Porto e dia 08 de outubro em Lisboa se mantêm.
"Não foram respondidas algumas dúvidas que tínhamos no que diz respeito ao universo de profissionais que já estão a desenvolver trabalho na UNEF, mas não estão integrados na UNEF", acrescentou Paulo Santos.
Depois da reunião com os sindicatos da PSP, que terminou depois das 18:00, o ministro da Administração Interna recebe ainda as associações representantes da GNR.
Esta reunião foi convocada pelo MAI e está prevista outra reunião para o dia 29 de setembro sobre a reestruturação das carreiras e a organização do tempo de trabalho, segundo as convocatórias a que a Lusa teve acesso.
Na semana passada, a ASPP/PSP e a APG/GNR anunciaram um ciclo de protestos conjuntos entre 22 de setembro e 30 de outubro.
Em causa, sustentaram, está o incumprimento do acordo assinado com o Governo em 2024 por cinco organizações sindicais, que aumentou em 300 euros o suplemento de risco, para valores distintos do da PJ, mas que ainda não concretizou a revisão salarial, de carreira e do sistema de avaliação.
O líder sindical da ASPP, Paulo Santos, disse que o grupo que se reúne esta quinta-feira com o MAI quer "ouvir" o Governo, mas que em relação aos protestos, que só deverão ser discutidos no próximo dia 29, não haverá recuo sem "sinal concreto" do Governo.
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