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FNE saúda colocados em Educação mas alerta para necessidades

Observador ·
FNE saúda colocados em Educação mas alerta para necessidades

A Federação Nacional da Educação saudou esta segunda-feira o aumento de colocados em cursos para ser professor na 1.ª fase do acesso ao ensino superior, mas alertou que as necessidades de formação na próxima década são ainda maiores.

“Mais jovens querem chegar à docência. Agora é preciso garantir que chegam às escolas e que ficam”, sublinha a federação sindical.

Os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) foram publicados no domingo e 1.302 jovens confirmaram a entrada numa licenciatura em Educação Básica.

São mais 8,6% colocados do que em 2025 e, segundo o Instituto para o Ensino Superior, a comparação é ainda mais significativa a três anos, período em que o aumento foi de 30,6%.

“Estes números demonstram que há uma recuperação da capacidade de atração da profissão docente”, considera a Federação Nacional da Educação (FNE) que ressalva, por outro lado, que as colocações não se traduzem, necessariamente, em novos professores.

Além da licenciatura, para ingressarem na carreira docente os jovens têm de concluir um mestrado profissionalizante em ensino , um percurso “no qual é essencial evitar perdas”, escreve a FNE.

Recordando as conclusões de um estudo de diagnóstico de necessidades docentes, apresentado em outubro de 2025, a federação sindical sublinha a necessidade de recrutar cerca de 38 mil novos professores até 2034 , ou seja, uma média anual de 3.800 profissionais durante a próxima década.

“Mais de 20.600 serão necessários apenas no 3.º ciclo e ensino secundário, precisamente os níveis em que é mais difícil antecipar, através dos atuais dados de ingresso, quantos estudantes chegarão efetivamente à profissão docente”, acrescenta.

Os representantes dos professores defendem, por isso, a criação de um Observatório Nacional da Formação e Necessidades Docentes, que permita antecipar as necessidades do sistema educativo por grupo de recrutamento e território, para que a oferta formativa seja ajustada.

Numa análise aos resultados do CNAES, a FNE concluiu que, enquanto a esmagadora maioria dos cursos esgotou as vagas disponibilizadas na 1.ª fase , foi sobretudo na região do Alentejo que ficaram lugares por ocupar.

Em Portalegre, por exemplo, das 65 vagas disponibilizadas, sobraram 37 para a 2.ª fase e em Beja ficaram por preencher seis dos 42 lugares disponibilizados.

“O desafio já não parece ser apenas criar mais vagas. É garantir que as vagas existem nos territórios, instituições e modalidades onde os estudantes estão disponíveis para as frequentar” , refere.

Por outro lado, a FNE acrescenta que, quando chegam às escolas, é importante que os jovens professores encontrem “uma profissão com estabilidade, condições de trabalho adequadas, valorização salarial e perspetivas de carreira que os levem a permanecer”.

Perto de 50 mil estudantes conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública na 1.ª fase do CNAES, mais 6.092 do que no ano passado, ocupando 88,9% das vagas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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